O erro da Comercial Zaffari

Postado por: João Altair da Silva

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 Os prefeitos de Passo Fundo, com a aprovação dos vereadores, historicamente, sempre deram muitos terrenos para empresas construírem suas sedes. Um ato que se repete país a fora em busca da geração de emprego e renda.  Prefeituras e Câmaras Municipais exigem em troca, para a sociedades, apenas vagas de emprego e impostos,  esse às vezes com carência para iniciar o pagamento.  Em Passo Fundo, anualmente, diversas empresas, de todos os portes recebem terrenos. A Manetowok, que é uma multinacional, recebeu generosos 45 hectares de terra. A AMBEV, outra multinacional também ganhou.  A Italac, que é de Goiás, se assentou em fartos 18 hectares. Apenas para citar três exemplos de empresas de fora que foram agraciadas. A Comercial Zaffari, que nasceu em Passo Fundo, já construiu aqui cinco supermercados e o maior shopping da cidade, gera 1000 empregos,   não precisaria bater na porta para pedir  0,7 hectare de terra para construir mais um hipermercado na cidade.  Diferente de todas as outras, resolveu solicitar esse pequeno terreno e oferecer uma escola nova em troca para 430 alunos na Vila Luiza. Cometeu um erro. Se não tivesse ofertado nada em troca não teria aberto precedente para vereadores pedirem mais.  Não contentes com a reciprocidade da empresa, já prejudicada na comparação com as outras que receberam terrenos do poder público, os vereadores Isamar, Lorenzatto e Alberi  Grando,  resolveram ampliar a pedida: queriam duas escolas e mais o cercamento do cemitério da Petrópolis.  Em meio ao debate na Câmara, me peguei a pensar: e se a empresa resolve dar por encerrada a negociação! A cidade perderia uma escola nova. Felizmente, houve sensibilidade e 18 vereadores que votaram a favor da sensata ideia. Isamar chegou a  avaliar o 0,7 hectare em R$ 10 milhões, lá próximo do trevo do Bairro São José. Quem pagaria tudo isso por esse terreno?  Tarso Genro tentou vender, por duas vezes, o terreno da CESA,  com 3 hectares, 10 quadras mais próximo do centro por R$ 19 milhões e ninguém quis.  Fica o alerta para as próximas empresas, exijam terreno porque é compromisso  do poder público auxiliar quem gera emprego e renda, mas tenham cuidado em oferecer recompensa à sociedade!

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