Auditoria nas contas do Rio Grande do Sul

Postado por: João Altair da Silva

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Para onde vai a dinheirama arrecadada no Rio Grande do Sul? Temos a quarta maior arrecadação do país e não conseguimos pagar as contas. Pela ordem, São Paulo, tem um orçamento de R$ 204 bilhões, em segundo Rio de Janeiro com R$ 81 bilhões,  Minas em terceiro com R$ 72 bilhões e em seguida a parece o Rio Grande do Sul, em quarto lugar, devendo arrecadar nesse ano R$ 57 bilhões.  Estamos à frente, inclusive, do Paraná, que tem praticamente a mesma população, um orçamento para 2015 de R$ 44 bilhões, e, consegue pagar suas contas. E se estivéssemos no lugar da Bahia, com três milhões a mais de  habitantes e uma receita de R$ 40 bilhões?

Está na hora de fazer um pente fino nas contas do RS, verificar os dutos que vasam a receita. É preciso uma auditoria, talvez o professor Falconi aqui, como fez em Minas, há 15 anos que também não conseguia pagar salários e décimo terceiro em dia.  Destes  R$ 57 bilhões, R$ 3 bilhões vão para o Judiciário, R$ 1 bilhão para o Ministério Público, pouco menos de R$ 1 bilhão para a Assembleia Legislativa, e ainda sobram R$ 52 bilhões para o Executivo. Para onde vai tanto dinheiro?

 É preciso o Ministério Público construir prédios luxuosos na grande Porto Alegre numa situação dessas de calamidade nas contas públicas?  O orçamento do Judiciário poderia ser menor  não fosse tanto pagamento de regalias como auxílio alimentação e moradia?  Quanto o Executivo poderia economizar não fossem os pagamentos de aposentadorias precoces na Brigada Militar, na polícia civil e tantas outras instituições do Estado?  A CEEE, que vendeu o pescoço da empresa lá na fronteira e ficou com o filé ne região metropolitana  consegue ser a quarta pior distribuidora do país, e se dá ao luxo de pagar salários de R$ 60 mil a R$ 80 mil/mês.  Cada deputado precisa de 17 a 23 assessores ou poderia reduzir para quatro ou cinco?

É preciso a colaboração dos demais poderes constituídos. Os servidores do Executivo, que recebem os menores salários, professores e soldados, que são o maior número de servidores públicos, estão pagando o preço.

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