Ou ela sai, ou saem com ela

Postado por: Dilerman Zanchet

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*Dilerman Zanchet – Jornalista


Substantivo masculino DIR.CONST

1. Processo instaurado com base em denúncia de crime de responsabilidade contra alta autoridade do poder executivo (p.ex., presidente da República, governadores, prefeitos) ou do poder judiciário (p.ex., ministros do S.T.F.), cuja sentença é da alçada do poder legislativo.

2. P.met. destituição resultante desse processo. (Fonte: Internet)



A situação de continuidade do mandato da presidente Dilma Rousself é uma incógnita. O assunto vale tanto para os petistas apaixonados, que não veem motivo nem aceitarão jamais um pedido de impeachment, como para a população de forma geral, eleitores ou não dela e, principalmente, para quem está preocupado com a questão social e econômica da Nação. A saída não está simplesmente na renúncia daquela que faz, hoje, o pior governo da história democrática do país, mas sim o rastro de desgoverno que campeia o Brasil.

As últimas ações do Planalto assustam quem está a favor e quem está contra o governo. Na verdade, poucos estão a favor (menos de 15%), para uma aceitação que beirou os 80% em janeiro. A postura da presidente na campanha eleitoral do ano passado, no entanto, não condiz com o que foi pregado na campanha eleitoral. Só por isso já merece a repreensão da população (nem que a vaca tussa vamos aumentar impostos). Mas nosso povo é pacífico. Ou burro. Não acredito, porém, que um país com mais de 200 milhões de habitantes se acovarde e permita que um grupelho tome conta de suas vidas, como está acontecendo, sem reagir. A reação, no entanto, ao que parece, está acontecendo aos poucos.

Tanto é verdade que um dos fundadores do partido do governo quer a saída de Dilma R Roussef (são tantos partidos no governo!). Hélio Bicudo, há muito proferido como um intocável petista, encaminhou uma volumosa ação à Câmara, pedindo o impeachment, documentação que foi devolvida para ajustes. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, deu a entender que vai acatar o pedido e dar trâmite legal. Ou seja, vai fazer com que a ação tenha validade e seja votada.

Mas a coisa não vai só por esse lado. Tem o outro: O PMDB, que historicamente joga a vela para onde o vento for, vai junto na maioria brasileira que não quer mais que ela fique até o final do mandato. E não adianta o Chico Buarque ou qualquer outro artista (que mamam nas tetas do governo através de verbas da LIC ou Lei Rouanet) chamarem isso de golpe. O PMDB vai junto, pois o vice-presidente da República pode assumir a faixa presidencial. O que vai fazer depois disso é outra história. Até o Ministro do STJ Gilmar Mendes conseguiu não gostar do que está vendo.

Para complicar ainda mais a situação do governo, o TCU deverá rejeitar as contas do governo, relativas ao ano passado. Ou seja, pedalaram o ano todo para fazer uma campanha política que enganou até aos mais fervorosos petistas. Agora, só alguns radicais estão ao lado dela. Dentre eles, até alguns colunistas de jornais de expressão no RS.

Porém, a derrocada final de Dilma foi a volta do CPMF, projeto que deve enviar para o Congresso nos próximos dias. Então ela vai para os meios de comunicação (que Lula quer controlar) e diz que toda a ação e movimento contra o governo, nesse momento, é um golpe. Ora, e o aumento de impostos, extraindo do bolso do povo, para custear suas benesses, não é golpe? E as mentiras pregadas na campanha eleitoral, desmentidas dias após assumir, não são golpe? Cortar investimentos sociais que são obrigação governamental não é golpe?

O Estado tem cinco funções básicas para oferecer ao cidadão brasileiro: segurança, saúde, transporte, educação e lazer. Hoje o país não oferece nenhuma.

Estivéssemos vivenciando o filme Tropa de Elite, o Capitão Nascimento diria: “Dilma, pede pra sair”!


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