Memórias do futsal: os inesquecíveis jogos UPF x ACBF

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

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Olá, amigos internautas!

Um dos grandes desafios para o futsal de Passo Fundo nos tempos de Ginásio Capingui (local que será retomado em 2016), era superar o poderio da ACBF, de Carlos Barbosa. O adversário também respeitava muito a representante do Planalto Médio, pela rivalidade sadia.

Houve um equilíbrio muito grande no período. O primeiro jogo, em 1996, terminou com empate de 2x2 no Capingui. A disputa se tornou tão acirrada, que as duas equipes chegaram à final do primeiro turno. Com o empate de 5x5, os passo-fundenses ergueram a Taça Eugênio Portillo, na casa do adversário.

O desafio era superar um elenco com tantos craques e de grande investimento da representante da terra do queijo, que possuía, especialmente, um jogador acima da média, quase impossível de marcar, chamado Choco. Tanto no Capingui quanto no antigo ginásio da Tramontina, faltava espaço para o comparecimento dos torcedores.

Na base da união, o time formado por Luciano, Nê, Giba, Matheo, Arno, Gil e tantos outros (apresentados na foto em anexo), conquistou vitórias memoráveis. Em uma delas, lágrimas e sorrisos foram espalhados em Passo Fundo. O time da UPF goleou por 3x0. Naquela oportunidade o dirigente Enos Zanatta fez uma volta olímpica pela arquibancada, chamando os torcedores para a comemoração. Era o resultado de um trabalho dedicado, alavancando recursos com o Plano Nova Geração. Lembram?

As torcidas organizadas eram uma atração à parte nos clássicos: Força Jovem, Camisa 6 e Copa Livre (essa última de grande contribuição nos tempos ainda de AABB). Caravanas eram montadas, com diversos ônibus para chegar até Carlos Barbosa. O estado parava para acompanhar o melhor espetáculo dos sábados.

Voltando ao histórico de batalhas para superar a ACBF, um momento de glória foi o de 2000. Na época, finalmente se venceu o rochedo, superando o concorrente na semifinal da Série Ouro. Após a vitória no Ginásio Capingui, em Carlos Barbosa, se garantiu o empate de 2x2, com muito suor até o último segundo. Festejos inesquecíveis e uma volta consagradora para casa, tendo o direito de fazer a final contra o Internacional. Era derrubado o grande obstáculo.

A rivalidade acaba ao final dos 40 minutos de jogo. Ao final, as torcidas se confraternizavam e trocavam camisetas. Assim, tem de ser o esporte.

O futsal gaúcho precisava reencontrar em um futuro não muito distante os confrontos de Passo Fundo e Carlos Barbosa. Pelo menos da recordação jamais sairão.

Ao mesmo que teremos para sempre no coração o amor pela agremiação passo-fundense, saberemos reconhecer a grandeza da ACBF, que muito contribuiu para a divulgação do Rio Grande do Sul nos cenários esportivos do Brasil e do mundo.

Até a próxima. Sejam felizes, vocês merecem!


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