Memórias do futsal: UPF era o orgulho da região no período de Ouro do Ginásio Capingui!

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

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Olá, amigos internautas!

Continuando na recuperação de importantes momentos do período do futsal de Passo Fundo, projetando a volta ao Ginásio Capingui em 2016, resgatamos hoje o poder representativo local em termos de região Norte do Rio Grande do Sul. Naquela época, o prestígio da equipe local superava os limites geográficos da nossa terra.

Nos anos 90, havia uma força em nível de região no salonismo que se chamava Perdigão, de Marau, chegando às decisões estaduais. Em Erechim, o Atlântico estava ensaiando a etapa de crescimento, sendo o mesmo caso da ATF, de Tapejara. O Russo Preto, de Não-Me-Toque, era muito forte especialmente em seus domínios. Lagoa Vermelha vivia um período difícil. Carazinho, com toda a sua tradição, tendo sido considerada a capital do futsal gaúcho, passava por dificuldades de fazer grandes campanhas, mesmo com duas equipes bastante populares, o Pinheiro e a Sercesa.

Nesse contexto estava se inserindo Passo Fundo, um polo regional, mas que precisava de demarcar seu território com resultados marcantes do esporte das quadras. O crescimento foi imediato. Depois de ter conquistado a terceira e a segunda divisões do estado, Bronze e Prata, chegava com muito prestígio à Série Ouro. Em 1996, após vencer a Sercesa na estreia, perdeu por 1x0 para o Galera em Nova Prata, na segunda rodada, e a partir de então iniciou uma série invicta. Em certo momento, eram sete vitórias seguidas dentro de casa. O único adversário a levar ponto da cidade foi a ACBF, e com empate (2x2).

O Ginásio Capingui transformou-se em verdadeiro caldeirão, temido pelos adversários, pela força do time da UPF e pelo apoio do início ao fim da apaixonada torcida. A região passou a olhar com muito respeito para a equipe de Passo Fundo. Conseguir um bom resultado contra a nossa representante era a glória para os adversários.

Nas transmissões dos jogos pela Rádio Planalto, era possível verificar a mobilização dos torcedores para os jogos contra a agremiação passo-fundenses. Carros de som seguiam pelas ruas, cavaletes eram instalados pela calçadas e cartazes eram afixados junto às empresas, convocando o público. Guardadas as proporções, era como se um integrante da dupla Gre-Nal fosse jogar em uma comunidade do interior. Era assim que a equipe da capital do Planalto Médio era tratada. Conseguir pará-la era motivo de orgulho, e, diga-se de passagem, muito difícil de acontecer.

DISPUTA CONTRA MARAU: na época, houve quem chamasse o jogo UPF x Marau como clássico, pela expectativa das torcidas. Outros rebatiam a tese, como o craque Gelson, dizendo que a disputa era ainda recente. De todas as vitórias passo-fundenses, sem dúvida, a mais incrível foi no Ginásio Capingui, palco das emoções, com a vitória de 5x0. E o goleiro Glauco foi o melhor em quadra, mesmo com a vitória.  Pode parecer muito difícil de se imaginar isso na prática, mas, de fato, aconteceu. O time marauense criou diversas oportunidades. Quando o time de Passo Fundo chegava para o ataque, balançava a rede. Esse um capítulo apenas entre tantas partidas marcantes.

Dentro do cenário dos confrontos inesquecíveis, está um que terminou em 1996 com 4x1 para a UPF sobre o Russo Preto, no Capingui. Naquele momento, o time de Não-Me-Toque liderava a competição e contava com excelentes jogadores. Outra goleada que marcou foi sobre a Sercesa, com 9x1 para UPF, vencendo o arqueiro Taffarel do time de Carazinho.

Sempre é importante recordar. Assim, continuaremos pelos próximos dias fazendo o resgate da paixão dos passo-fundenses pelo futsal, sempre pensando de forma positiva em novas conquistas a partir de 2016 com a volta à histórica casa da rua General Osório.

Sejam felizes! Vocês merecem!!!





--Nas fotos, João Carlos Barbosa e Foca, técnicos da equipe de Passo Fundo no periodo, nos anos 90.

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