Nos encontramos mergulhados na crise

Postado por: Cláudio Dalbosco

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O momento atual é de perplexidade e indignação. Ninguém aguenta mais ouvir falar nos conchavos políticos e na disputa desregrada pelo poder. Ao que tudo indica, avizinha-se um acordão para salvar a pele de políticos, provindos de muitos partidos. Vivenciamos uma das crises mais agudas de nossa história republicana, potencializada pela combinação econômica, política e moral.

Antes de atingir as esferas do poder, a crise assola direta e imediatamente a população, a vida diária de milhões de brasileiros. Há mais tempo começamos senti-la na nossa vida cotidiana. Muito antes de se ter manifestado no âmbito político, no governo Dilma e na disputa ferrenha pelo poder central, que se trava em Brasília, já sentíamos os efeitos danosos da crise em nossa própria pele.

Dia a dia vivenciamos o aumento de preços; o que comprávamos ontem já não compramos mais hoje, com o mesmo valor. Deteriora-se nosso poder aquisitivo, alastrando-se e ganhando proporções maiores, em parte, devido à incapacidade do Estado de gerenciar os serviços essências. Além de nosso custo de vida se tornar cada vez mais caro, nosso acesso à educação, ao transporte, à saúde, segurança e moradia torna-se cada vez mais precário. Aumento da tributação e precarização dos serviços públicos é uma combinação danosa, que depõe contra a cidadania e a própria dignidade humana. 

Junto com a crise atual vem a frustração. Vivemos no Governo Lula oito anos de euforia. Parecia que o país tinha encontrado o rumo, acertado seu padrão, encetado, enfim, a rota do crescimento econômico combinado com mais desenvolvimento humano. Contudo, no Governo Dilma, sobretudo em seu segundo mandato, que apenas começou, tudo parece desabar rapidamente. Temos a nítida sensação de que a catraca começo girar para traz e que o “rumo encontrado” ou o “padrão acertado” não passou de uma mera ilusão. Diante deste quadro, perguntamo-nos: como entender esta crise profunda que nos assola? Podemos aprender algo com ela?  O aprendizado depende da compreensão sobre as razões da crise: sua origem econômica, política e moral.

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