Vereadora Cláudia x Transgênicos

Postado por: João Altair da Silva

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O debate dos transgênicos é interessante. Aliás todo o debate que suscita divergências. Alimento transgênico está longe de ser unanimidade. A proposição da vereadora de Passo Fundo, Cláudia Furlaneto é retirar comidas transgênicas da merenda escolar na rede pública municipal. A explicação é aquela de que pode representar risco à saúde, etc... Embora até hoje não tenha sido comprovado, um caso se quer, de alguém que tenha morrido, contraído câncer ou ao menos, adoecido, por ter consumido alimentos transgênicos.

Temo que, em caso de efetivação da ideia da vereadora, a merenda escolar das crianças fique comprometida. Não conheço direito o cardápio, mas sei que servem prato feito, não é apenas uma merenda. Não sou cozinheiro, mas desconheço a possibilidade de cozinhar sem gordura animal ou vegetal. Bem, todo azeite(óleo de soja) é transgênico. Então para cozinhar sem óleo de soja teria o município que comprar óleo de oliva, talvez, a R$ 20,00 o frasco. Ou recorrer a antiga banha de porco. Frango também teria que ser extingo do cardápio. Sei que meses atrás andou estragando uma boa porção de frango por problemas nos resfriadores. Todo o frango é produzido com produtos transgênicos, ou seja, a metade dos ingredientes de qualquer tipo de ração é a base de farelo de soja, soja transgênica, porque a convencional não existe mais. Nem na feira ecológica de Passo Fundo se encontra frango orgânico. A ideia da vereadora pode ser viável, mas teria que trocar todo o cardápio nas escolas, sem alimentos cozidos ou fritos.

Na semana passada veio a Passo Fundo palestrar sobre o polêmico tema, o professor da UFRGS, Rogério Margis. Disse que é consumidor de pão de milho BT(transgênico) porque gosta e porque tem certeza, como cientista, que não terá problema de saúde.

Dias atrás também esteve em Passo Fundo, palestrando em um seminário na Embrapa, o responsável pelo setor de liberação de cultivares do Ministério da Agricultura. Assegurou que o produto transgênico é confiável porque até chegar ao consumidor, passa por uma bateria de avaliações não só do MAPA, mas também da ANVISA e da CTNBIO, Comissão Técnica Nacional de Biosegurança.


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