A segurança depende de nova visão para as políticas públicas

Compartilhe
O pensamento científico permitiu a evolução tecnológica que se transforma em facilidade e conforto para quem tem acesso a ela. No entanto, esta evolução tecnológica se mostrou limitada para viabilizar necessidades humanas elementares como a de se sentir seguro e ter segurança. Em decorrência disto, as pessoas, os grupos, as comunidades, buscam alternativas, mas será que a saída está em métodos tecnológicos, na compra (consumo) de armas letais ou em uma nova forma de compreender a segurança?

A busca por segurança no atual contexto social, por meio dos métodos tecnológicos, está se apresentando como ineficiente. A aviação era um dos meios de transportes tecnologicamente seguro. No entanto, a segurança está diminuído para quem utiliza este meio de transporte e centenas de pessoas morreram no último (terrorismo) período por fazer uso do mesmo. Da mesma forma, morar em prédios com vigilância eletrônica e humana, não se apresenta mais como alternativa para viabilizar a segurança. Os fatos provam que os mecanismos tecnológicos, incluindo armas letais e de vigilância humana não estão viabilizando a segurança. Dito isto, acreditar que a segurança aumentará com política pública que disponibiliza armas letais para a população, significa estar partilhando uma visão simplista, equivocada e patológica.

A aumento da segurança depende da construção de uma visão ampla, com a execução de novas políticas públicas. Nesta nova visão, a busca por segurança através de monitoramento eletrônico e comercialização de armas letais deve ser substituída pelo acesso universal ao mínimo de condições materiais e psicológicas que assegure vida digna para todos.

Sugiro a leitura de dois autores para compreender melhor este tema de grande relevância para a vida, na sociedade do XXI.

Mia Couto: https://www.youtube.com/watch?v=jACccaTogxE

Zygmunt Bauman: https://www.youtube.com/watch?v=LcHTeDNIarU



Leia Também Pobreza de propostas em campanhas eleitorais Alimentos aquecidos a altas temperaturas e risco de câncer Armando, Nicanor e Itamar. Nossa Senhora Aparecida, clamamos por paz!