O Planejamento político e a paciência

Postado por: Neuro Zambam

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A moda na atualidade (inclusive de supostas manifestações populares, sem povo) é pensar que trocar o governante é a solução para todos os problemas que o país enfrenta. De resto o mesmo vale para o Estado e, em caso de crises semelhantes, os municípios.

Um país organizado tem planejamento de Estado, isto é, acima dos interesses dos governos que exercem o poder naquele momento e dos partidos que lhes dão sustentação.

Esses resolvem suas crises sem preocupação com a ideologia que está no poder (por exemplo: a Grécia e a Espanha).

O Brasil não é um país com essa tradição, por isso não é sério e não desfruta da confiança necessária dos investidores com forte potencial, das instituições mundiais e de outros setores estratégicos.

Da mesma forma, a população e seus fracos líderes propõem soluções de curto prazo ou trocas de pessoas sem pesar as repercussões. A decisão no início precisa ser séria.

Afinal a maioria elegeu quem está no poder na cidade, do Estado e da União.

Dois exemplos. 1) A proposta de cortes em programas sociais em épocas de crise (no presente e no passado) é uma ingenuidade. Ou melhor: Por que não se diminui as desigualdades taxando pesadamente as grandes fortunas e as heranças? Onde pesa o “corte” se reflete a opção (ou o desprezo) do Estado e do governo. 2) Políticas de financiamento massivo em moradia, linha branca e setor automotivo sem planejar a necessidade no futuro, a demanda ou a capacidade de pagamento por ocasião do vencimento é o retrato da seriedade de uma nação e do seu planejamento.

Já dizia um líder famoso do passado: “um estadista governa pensando a próxima geração, um político a próxima eleição”.

Precisamos trocar governos?



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