ENART 2015 – Cuidados e ressábios

Postado por: Dilerman Zanchet

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Foto: Deivis Bueno / Estampa da Tradição   Foto: Deivis Bueno / Estampa da Tradição 
  • Dilerman Zanchet - Jornalista

Chegou a hora de mais uma edição do Encontro de Arte e Tradição – Enart, em sua 30ª edição. Trinta anos levando a cultura artística gaúcha através dos tempos e registrando na memória as emoções das finais. Evento que merece respeito. Talvez muito mais do que tenha conquistado até agora.

Nessas linhas, modestamente, busco reportar há algumas edições de anos anteriores e, claro, desejar que, em torno de erros ocorridos, os acertos possam ser maiores.

Há uma grande expectativa de como o Enart vai se desenvolver sem o trabalho de centenas de pessoas que constituem as entidades ligadas à Associação Tradicionalista Santa-Cruzense, que, por desentendimentos com o Movimento Tradicionalista Gaúcho, representado pela coordenadoria da 5ª RT, não estará participando. Há até o fato de o MTG, em sua página oficial no Facebook, convidar voluntários para participarem. Pela comida. Há um cheiro de desentendimento no ar.

Entendo que o trabalho voluntariado é glorioso e merece todo o respeito do público que for ao parque em Santa Cruz. São essas pessoas, que não ficam em frente às câmeras de TV ou nas fotos (papagaios de pirata), que fazem valer um evento de tamanha grandiosidade. E pensar que, enquanto esses trabalham uma semana antes e alguns dias depois do evento, dormindo quase nada, dando tudo de sim, alguns avaliadores são (ou já foram) remunerados – e muito bem, diga-se, além de hospedagem e alimentação. Nem se fala dos “caudilhos” do MTG, que têm suas despesas custeadas pelos cofres do evento. Muita mordomia. Ou seja: colírio para uns, vinagre no dos outros. Está na hora da mudança. De tudo o que faz mal ao tradicionalismo e à cultura gaúcha. Repito: Enalteço aos que, voluntariamente, se doam pela cultura e pelo tradicionalismo.

Mas não é só isso que envolve o Enart. Tem a questão dos erros ocorridos no ano passado nas danças tradicionais da Força A, quando uma entidade foi claramente beneficiada por alguns (ou todos) os avaliadores e o MTG, através de seu comando, não tomou nenhuma atitude. Tomou, aliás. “Decapitou” um ou outro avaliador, mas não emitiu nenhuma nota oficial sobre o assunto (quem o fez foi reprimido). Abafou e, ao pé do ouvido, disse que não poderia fazer nada. Omitiu-se ao público. Não respeitou quem paga o ingresso. Não respeitou milhares de dançarinos que fazem parte da festa. Há – antes que esqueça: avise ao instrutor “aquele”, que isso não é choro de perdedor. É a indignação de quem não gosta de injustiças. Minha fonte de renda é outra. Os erros não foram apenas esses. Teve chuleador que até agora não entendeu o que aconteceu. Melhor seria sapatear na calçada de britas. Tem gente perguntando qual a estrofe o avaliador (a) não ouviu em sua declamação, e por aí se vai.

E ainda tem o tablado da chula, a sonorização dos intérpretes vocais e etc.

E que tal se nessa edição as coisas mudarem? É o que todos querem.

Depois de tanto ver injustiças, não vai restar ao público e aos concorrentes outra alternativa, que não gravar tudo, fotografar e avaliar sob o ponto de vista de quem entende. Pode até não ser do meio. Porém, ninguém é burro! Ou seja, em qualquer competição hão de certificar-se para que haja respeito aos concorrentes. Não é chororô. É justiça. É qualidade. Diz o ditado que “gato escaldado foge até de água fria”. Então, amigos....

Viva o Enart. Viva a tradição gaúcha. E um viva a todos os de sangue bom que vão à Santa Cruz para ver triunfar a arte e a cultura rio-grandense, sem vícios, sem preconceitos, sem falcatruas.


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