Como o estado pode ser tão incompetente?

Postado por: João Altair da Silva

Compartilhe

O Estado do Rio Grande do Sul deve para meio mundo. Não consegue nem pagar em dia os salários de seus funcionários e ao mesmo tempo dispõe de um patrimônio invejável que nem ele sabe onde se encontram todos os seus bens. Nessa manhã, no programa que apresento todas as manhãs(Na Ordem do Dia), mais uma prova concreta dessa incompetência do poder público para gerir seus recursos. Um cidadão do bairro Valinho alegou que teve sua propriedade invadida, são 30 hectares, reside há 35 anos no local, e pertence ao Estado. Um hectare de terra naquela região, se tiver legalizado, vale R$ 1 milhão. O repórter Rodrigo Accorsi fez uma incursão nas secretarias estaduais, nenhuma tem informação sobre esse imóvel. Atravessando a Avenida Rio Grande, ao lado das lagoas de tratamento da Corsan existe mais um terreno com um pavilhão, onde reside o “Chicão dos Papeleiros”. Provavelmente o Estado não tenha mais registros, mas pertence à Secrtaria Estadual da Agricultura o referido imóvel.

No início do governo Tarso, recebi no programa a então secretária da administração Stela Farias. Assegurou que estava fazendo um levantamento de todos os imóveis do nosso executivo estadual, o tal de inventário ainda não saiu.

Bom, resta dizer que no mês passado o Estado do Rio Grande do Sul descobriu que é dono de parte de uma cidade no Paraná. Verdade. Na década de 1950, o Banco Pelotense financiou gaúchos para desbravarem Tapira-PR, compraram terrenos lá, em seguida o banco quebrou e o patrimônio(terrenos) ficaram para o RS, os últimos governos não sabiam. Descobriu-se agora também que o Estado têm imóveis em outros estados e até na Barra da Tijuca-RJ.   

Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito