Três trilhões de reais não chegam para o governo federal

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O Congresso aprovou o orçamento da União. O orçamento é a previsão de receita para o ano. Para 2016, o orçamento será de R$ 3 trilhões. Não temos como imaginar que montonha de dinheiro seria essa. E não chega. Mal gasto. Irriga os dutos da corrupção por toda parte. Aparentemente, R$ 24 bilhões seria um grão de areia nesse deserto. Mas a gastança é tão grande que o governo, mesmo antes de aprovar, no Congresso, a CPMF, Contribuição Sobre Movimentação Financeira, fez prever essa verba na peça orçamentária.

Mesmo com R$ 3 trilhões, o governo federal não consegue repassar regularmente as verbas da saúde e da educação para as prefeituras. Em janeiro, a federação gaúcha dos municípios fará uma nova incursão à Brasília para que o governo deposite os atrasados. Se não pagar, muitos serviços serão paralisados. Como o governo federal e os estaduais estão longe, as demandas batem à porta do prefeito. Há uma inversão nesse sistema de arrecadação. As receitas são geradas nos municípios, e ao invés de ficar neles, seguem de avião para a capital federal e, pequenas fatias, voltam montadas em tartarugas para as prefeituras.   

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