O desmonte necessário do Estado

Postado por: João Altair da Silva

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Ao longo do tempo foi montado um Estado(no Rio Grande do Sul) em favor de poucos. Algumas categorias de servidores públicos fizeram lobby, os deputados aprovaram, os governadores sancionaram. É o caso da tal de licença prêmio, o “direito” de a cada cinco anos de serviço, permanecer três meses em férias, ou converter esses 90 dias em três meses de salário. Isso só existe aqui no Brasil. E o custo é alto. Milhares de funcionários estão em casa nesse momento, outros milhares precisam ser contratados para substituí-los. Para atender aos interesses particulares, criaram milhares de cargos de confiança desnecessários em todos os Poderes, o resultado é a folha inchada. E, nós pobres contribuintes tendo que trabalhar mais para pagar a conta, pagar mais pelo ICMS da energia elétrica, pelo combustível, pelo telefone.

Outras categorias, como foi a maioria dos eletricitários, conquistou “direitos” com a complaciência do Judiciário. Quebraram a CEEE. A empresa está se inviabilizando devido a folha de pagamento. Só ganhou autorização para renovar a concessão com o compromisso de resolver o problema de pessoal. Vendeu o pescoço da energia elétrica no Estado, ficou com o filé na grande Porto Alegre, e consegue ser a 4ª pior do país em distribuição de energia elétrica.

Magistrados se deram o direito de ter 60 dias de férias, de ganhar auxílio moradia de R$ 5 mil por mês. São apenas alguns exemplos do Estado montado para servir um grupo de gaúchos em detrimento do bem da maioria. E queira ou não, aí teve a participação de todos esses atores, líderes de funcionários públicos, deputados e governadores que não souberam dizer não ao longo do tempo e o beneplacido do Judiciário quando teve que decidir.

Não é um discurso contra o servidor público. Caso não tivesse sido montado um Estado assim, os servidores poderiam estar recebendo em dia seu salário de dezembro, seu 13º salário. Temos que entender que o país ainda é pobre e não pode pagar benesses.

Como se explica um estado que tem uma previsão de receita de R$ 60 bilhões(orçamento para 2016), que é a quarta maior arrecadação no país, só perde para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, não conseguir tapar os buracos das estradas, apenas custear a inchada máquinas administrativa?  

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