Os adolescentes e o consumo de álcool

Postado por: Dilerman Zanchet

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* Dilerman Zanchet – Jornalista



Sou pai de jovem adolescente. Felizmente, por orientação familiar, dos amigos e pela companhia dela, não há envolvimento com bebida alcóolica. Repito: Felizmente.

Vejo diariamente nas ruas de Passo Fundo, nas notícias da região e pela Tv ou internet, que os jovens, idade entre 14 e 24 anos, têm-se envolvido em um consumo exagerado de álcool. Acham-se os donos da razão. Bebem mais que seus pais. Que pena. E, pior, que falta de fiscalização de quem deveria ser responsável por isso.

A sociedade criou alguns espectros impossíveis de acreditar, há alguns anos, e que agora se vê na inércia de não poder fazer nada. Foi criado o Estatuto do Jovem e do Adolescente, lhe destinando centenas de direitos, e raros deveres ou obrigação. A fiscalização, a cargo do poder público, seja na escala que for, não existe. Ou, quando existe, é pífia.

Há alguns dias, na formatura de um “terceiro ano” de uma grande escola de Passo Fundo, a rua em frente ao local em que se realizava a “festa” estava tomada por jovens, quase todos menores de idade, consumindo álcool, fumo e outras coisas. Meninas de 14, 16 anos, literalmente mostrando a bunda para os jovens. E tudo era festa. Por mais de hora que estive no local, não vi nenhuma força, nenhum carro de nenhuma autoridade que trata dos menores, em atuação.

Para que existe, então, leis que não são cumpridas? Quando um pai ou responsável dá um tapa em um menor, vai para a internet, vai para a delegacia e responde criminalmente por isso. Quando os jovens se embriagam, detonam placas, lixeiras e tudo o que vem pela frente na Avenida Sete de Setembro, nas madrugadas de domingo, quando enchem a cara de trago nas festas de formaturas, nas boates e casas do gênero, não tem fiscalização. São mal orientados pela família. E tem gente para coibir isso?

Pobres jovens. E pensar que nesses está o futuro do país. Deus queira que tenhamos os conscientes, responsáveis e que de casa venha a educação e a orientação para que, daqui há duas ou três décadas, tenhamos homens e mulheres mais responsáveis e menos alcoólatras.

Feliz 2016 a todos.



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