Corrupção na Petrobras paralisa Manitowok em Passo Fundo

Postado por: João Altair da Silva

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Ninguém comprava guindastes, com preços que oscilavam entre R$0,5 milhão e R$ 1,8 milhão, aqui no sul do Brasil. Até porque nem há serviço para esse tipo de máquina. Os clientes da Manitowok, fabricante de guindastes norteamericana que se instalou em Passo Fundo, no Brasil, eram basicamente Odebrecht, Camargo Correa, Andrade Gutierres, empresas que se envolveram em esquema de propina com dirigentes e lobistas da Petrobras. Depois que estourou o escândalo, descoberto pela Lava Jato, o governo pôs freio nas obras, essas empresas praticamente pararam e as compras de máquinas se foram. Portanto, o nome da crise que levou a companhia a parar operações na cidade, chama-se escândalo da Petrobras. Esse bando de ladrões da Lava Jato são os responsáveis pelo desemprego e pelo dinheiro que Passo Fundo colocou na empresa.

No auge da construção, 18 máquinas da prefeitura permaneceram no canteiro de obras, por pelo menos 90 dias. Na nota, a empresa não dá esperança que volte a operar no curto e médio prazos. A área que a prefeitura doou para a instalação não pode ser chamada de terreno, é uma granja, são 45 hectares, o leitor imagine mais ou menos 45 campos de futebol um ao lado do outro. Espero que o governo Dipp tenha previsto a retomada do imóvel em caso de desistência da beneficiada. Já que a administração municipal atual não tem mais terrenos para destinar à empresas que necessitam aí pode estar uma área farta, um distrito industrial. Minha esperança mesmo, no entanto, é que a empresa consiga dar a volta por cima. Ela veio mudar a matriz industrial da cidade até então alicerçada apenas na agricultura. Isso não é bom porque em caso de estiagens consecutivas a indústria toda é atingida.

Os funcionários falavam bem da Manitowok. Gostavam dos benefícios que a empresa oferecia na saúde, na alimentação e no transporte. Índice de acidentes era praticamente zero. Foram dois enxugamentos no ano passado. Dos 200 funcionários, virou 2015 com 100 e ainda teve que fazer recesso na chegada do ano novo. Trocou o diretor, Mauro Nunes, foi substituído, mas em situações como essa, um gestor não faz milagre.

Em economia há um mercado chamado monopsônio, quando existe uma empresa produzindo e apenas um cliente, somente uma empresa comprando. O caso da indústria em questão era mais ou menos assim, poucos clientes. É um mercado difícil

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