Pelé e depois Garrincha!

Postado por: Luiz Carlos Carvalho

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Sempre são levantadas as discussões: quem foi melhor, Pelé ou Maradona?

As opiniões são livres, cada um pode expressar a sua. Brasileirismos à parte, opino que sempre colocarei Pelé à frente. Maradona foi um jogador espetacular, que deu um show na Copa de 1986 e conduziu a Argentina à final de 1990. Mas, o 10 brasileiro é inquestionável: ganhou três em quatro Copas do Mundo disputadas, marcando 1.281 gols e sendo responsável por lotar os estádios e sendo personalidade mundial. Não é para menos que foi escolhido o Atleta do Século.

Mas, se o assunto é estabelecer discussão, sempre considero que Garrincha é o segundo nome do futebol. Depois de Pelé, escalo o conhecido "Anjo das Pernas Tortas", assim chamado por Vinícius de Moraes. Foi ele fundamental na virada de 1958 com as jogadas da final contra a Suécia e foi o grande nome de 1962, após Pelé ter se machucado contra o México.  Jogou demais e deu a contribuição para as conclusões de Vavá e Amarildo. Ganhou duas Copas, sendo craque. Maradona ganhou uma.

Viveu pouco, morreu com 50 anos. Porém, Garrincha foi o craque do povo. Ele encantava as multidões e mesmo os adversários do Botafogo sabiam idolatrá-lo. Seus dribles foram a marca de um período de criatividade do futebol brasileiro e exemplo para o mundo. Chegou ao ponto de um jornal inglês perguntar em sua capa: "De que planeta, ele veio?"

O grande ponteiro, inclusive, veio jogar em Passo Fundo, em um espetáculo festivo, vestindo a camiseta do 14 de Julho, em 1968, no amistoso contra o Atlântico, de Erechim.

O futebol deve muito a Pelé e Garrincha. Quando jogaram juntos, o Brasil nunca perdeu. O ponteiro só perdeu uma vez com a camisa canarinho, em 1966, diante da Hungria.

Fora eles, há que se valorizar o talento dentro de campo de Maradona. Dava gosto de vê-lo no gramado, tanto na seleção argentina como no Napoli. O gol contra a Inglaterra, passando por cinco adversários antes de chutar para as redes, sintetizou muito bem o que sabia fazer com a bola nos pés.
  Messi é jogador fora do comum, genial, mas para superar o mestre Diego ainda terá que ganhar uma Copa do Mundo. Neymar é diferenciado, mas ainda terá que jogar muito mais e também ser decisivo na Copa. Ali, o craque faz a diferença e leva sua seleção a títulos.

Mas, assim é o futebol, gostoso pelas discussões sadias. Cada um pode concordar ou discordar, mas sem deixar de lado a amizade e o respeito.

Até a próxima. Sejam felizes, vocês merecem!


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