Aplaudir a corrupção é uma atitude de coragem e desprendimento

Postado por: Neuro Zambam

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As situações que avultam o país ultimamente quase nos convenceram de que não vale apena ser honesto. De outra forma, poderíamos dizer que se “todo mundo rouba”, então, por que ser diferente? Façamos como os outros. Onde estão os outros?

Quando a safadeza faz parte da vida comum das pessoas e penetra o agir público, desestrutura as relações familiares, os pequenos negócios e a conduta dos dirigentes.

Essa é a realidade que se observa. Então, realmente, vale apena ser desonesto.

A pesquisa divulgada durante essa semana sobre as maiores preocupações dos brasileiros revela que a corrupção preocupa em torno seis (6) cada dez (10) cidadãos.

Essa pode ser uma boa notícia nos últimos anos. Talvez uma das melhores notícias que o Brasil tem conhecimento nesse período.

A tendência natural das pessoas é não ser desonestas. Exceto aquelas acometidas por patologias ou má formação, ou ainda, vítimas das graves desigualdades.

Alegrar-se com o mal feito, o furto, o roubo o engano, a vida fácil e o “jeitinho brasileiro” revela a desintegração da personalidade e da sociedade.

A nossa realidade quanto mais aberta, livre, com acesso a informações e o debate público em todos os ambientes, melhores condições terá para combater esse mal que tantos prejuízos traz para todos. Os brasileiros precisaram sentir “na carne” os efeitos da safadeza para começar reagir e condenar.

Essa atuação precisa ser ampliada para o mundo dos negócios, dos compromissos pessoais, da palavra dada e da administração do bem público.

Os aplausos hoje são dirigidos para o número seis (6), que precisa chegar a dez. Quem sabe.




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