O enfrentamento do trabalho escravo!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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No dia 28 de janeiro passado assinalou o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Esta data faz memória dos fiscais do ministério do trabalho assassinados no interior de Unai-MG, em 2004, enquanto se dirigiam a uma propriedade rural suspeita de ter trabalhadores em regime de escravidão.

A escravidão contemporânea é diferenciada da escravidão do advento da modernidade, abolida no Brasil oficialmente em 1988. Na atualidade é marcada por algumas características: jornada exaustiva, servidão por dívida, restrição de liberdade, condições degradantes, dentre outras. A Campanha da Fraternidade de 2014 propôs este tema como reflexão, ligado ao tráfico humano, pois o tráfico de pessoas tem como uma das suas destinações principais o trabalho escravo. Justifica esta preocupação o fato de, segundo a fiscalização federal, termos desde de 1995 mais de cinquenta mil pessoas identificadas como vítimas de trabalho escravo.

O Papa Francisco alerta para o enfrentamento desta realidade: “lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo, o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45)”.

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1)!

Pe Ari Antônio dos Reis

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