O Estado abutre

Postado por: João Altair da Silva

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    Com pouco respeito que o Estado merece, ele é como um abutre, um agente do estelionato, que passa o tempo todo com seus olhos grilados, gordos, vendo onde pode extorquir mais e mais dinheiro do agente produtivo, que é o cidadão.

Nessa semana, o governo reajustou em 10% o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) das rações de cães e gatos. Claro, os agentes do governo andavam aí pelas cidades, viram que a cada esquina abre-se uma nova loja de pet shop e resolveram se associar pelo seu meio autoritário, coercitivo, através de decreto. Os empresários da indústria de chocolates tiveram a infelicidade de anunciar que estariam gerando mais 29 mil empregos temporários para a próxima Páscoa. O governo se antecipou, foi lá e meteu um canetaço, aumentou em mais 5% o IPI sobre os chocolates.

Aqui no Rio Grande do Sul, o governo gaúcho aumentou o ICMS da energia elétrica, dos combustíveis e da comunicação (telefone, internet), porque são setores estratégicos, que precisam ser grandes. Projeto esse que teve, inclusive, a concordância lamentável do vice-governador Cairolli, o homem forte da Ipiranga Combustíveis e da Federasul, que quando dirigente dessa entidade, vinha nas reuniões da Acisa em Passo Fundo, palestrar sobre reforma tributária.

Nessa última quinta-feira o governo fechou uma unidade da gigante Souza Cruz, em Cachoeirinha. No mesmo pacote de reajuste do imposto sobre as rações dos animais de estimação e dos chocolates das nossas criancinhas, o governo aumentou o IPI sobre a indústria de tabaco. A alíquota era de 60%, ele passou para 63% no ato e deixou um novo aumento anunciado para 69%, para o próximo mês de dezembro. Nem a gigante Souza Cruz suportou teve que fechar a fábrica, demitir, diretamente, 190 empregados. Digo, diretamente, porque aqui na minha terra em Nossa Senhora de Lourdes(Mato Castelhano), meus amigos Adilson e Aldair, produtores de fumo poderão ter que encontrar outro “emprego”.

Como as exportações de produtos da agricultura e da pecuária, retiraram o déficit da balança comercial em 2015, e asseguraram um superávit de US$ 15 bilhões, o governo arregalou os olhos para esse lado. Agora quer criar uma alíquota de INSS de 2,6% sobre as vendas externas desses produtos, penalizando o país inteiro.  

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