Jovens X Mercado de Consumo

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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O modelo de sociedade de consumo de hoje, está pautado e muito, no consumismo de produtos e serviços, que na maioria das vezes, são produtos fúteis, extremamente caros e de pouca funcionalidade, porém, desejados e cobiçados principalmente por nossos jovens, como se indispensáveis fossem para a sua sobrevivência e inclusão aos grupos sociais, grupos estes, que de maneira implícita, seguem a risca os ditames do capitalismo de aparências, onde o ter se sobrepõe ao ser, excluindo e “ridicularizando” quem ousar a não seguir as tendências da última moda, ou não estar conectado a um sistema de informatização com um aparelho super-potente e de última geração.

A voracidade do mercado capitalista na busca desenfreada por consumidores incondicionais, faz com que a geração de consumidores, principalmente jovens, estejam sempre a um passo da “última moda”, ou do último lançamento do mercado, onde a utilização dos meios de comunicação para a publicidade e marketing dos produtos, atua de forma criativa e muitas vezes invasiva, para ofertar seus produtos e vender. Neste jogo de publicidade, nem sempre o melhor vence, mas sim o mais criativo, vistoso e evidentemente, com maior capacidade econômica para promoção e divulgação.

Neste mercado onde o incentivo ao consumismo chega a ser apelativo, a geração que acaba sendo mais vulnerável e visada pelo mercado, é a dos jovens, por motivos óbvios: estão economicamente ativos (ou se não estão os pais solidários estão), estudam, convivem com vários grupos, saem, vão para a balada, namoram... Evidentemente, para serem vistos e respeitados nestes grupos, precisam aparentar serem bem sucedidos, transados, modernos e assim por diante, vestindo roupas e calçados de grife, jóias, celulares modernos, carros novos, além dos padrões de beleza, que estes não vamos nem entrar no mérito, caso contrário a conversa se estenderá muito.

Realmente é um grande desafio para pais e educadores em geral, transmitir aos nossos jovens, os verdadeiros valores que um pessoa precisa ter. Valores que não devem ser medidos pelas aparências, mas sim pelo caráter, pela grandeza de espírito, pela ação de humanidade, honradez e civilidade que precisamos cultivar em cada um de nós. Para isso, é preciso se ter desprendimento de futilidades e de ditames do mercado, é preciso que a sociedade resgate antigos e verdadeiros valores humanos, que não têm preço, mas sim, valor.






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