Precisamos aproximar a economia das pessoas e do planeta

Postado por: Israel Kujawa

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                                                                                                                                                                                                                                                                 “Um crescimento ilimitado em um planeta finito é impossível”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Fritjof Capra

Um dos primeiros pensadores que construiu conhecimento sobre economia foi Aristóteles. Na sua construção, apontou a existência de duas dimensões, que são a da engenharia e da ética. No decorrer da história o desenvolvimento destas duas dimensões se dissociaram.

Nessa separação e aplicação parcial do conceito de economia, predominou a dimensão da engenharia, que é a dimensão formal, burocrática, especulativa e está subordinada ao lucro. A dimensão ética, que é prática e diz respeito à vida concreta das pessoas, não teve centralidade, ficou em segundo plano.

A economia no seu sentido ético está associado com as necessidades materiais das pessoas e deve ser organizada e desenvolvida com o maior harmonia possível com a natureza e com o conjunto dos seres vivos. Na medida que setores estratégicos para o atendimento das necessidades materiais do conjunto da população passam a ser dominados pelo grupos privados, com interesse especulativo de lucrar, a natureza e o conjunto das pessoas passam a ser ameaçadas e prejudicadas. As catástrofes causadas por empresas mineradoras no Brasil é um exemplo que demonstra a sobreposição dos interesses privados e da economia subordinada ao lucro. Este fato ocorreu, entre outras razões, por que o governo brasileiro, transferiu, através da privatização da companhia mineradora Vale do Rio Doce, uma parte valiosa da natureza para grupos privados, que visam a especulação e o lucro.

Desta forma, tragédias como as causadas pelas companhias mineradoras no Brasil, demonstram que setores estratégicos da economia, que incluem alimentação, habitação, transporte, energia e comunicação, não devem estar orientados pela especulação e pelo lucro, mas devem visar a atendimento das necessidades do conjunto das pessoas e respeitar o meio ambiente.



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