Para defender o Lula, tem que ter coragem!

Postado por: Dilerman Zanchet

Compartilhe

*Dilerman Zanchet - Jornalista

Tenho visto, pelas redes sociais, pelos jornais e pela televisão, muito, mas muito pouca gente defender as dezenas de acusações que assombram a vida do ex-presidente Lula. Não sei de onde tiram tanta convicção e tanta força para fazê-lo, já que, imagino, em algumas vezes nem ele próprio tenha tanta coragem e iniciativa.

O Brasil do governo dele começou errado. Só poderia terminar assim e, claro, ter continuidade torta. Diz o adágio popular: “Pau que nasce torto, morre torto”.

Lula não enganou a todos, felizmente. Fui um dos que não caiu na balela do profético Brizola, que o chamou de “sapo barbudo”. Antes fosse isso: um sapo barbudo que, ao receber o beijo da princesa, se transformaria em príncipe e estabeleceria o progresso da monarquia. Ops... palavra proibida para alguns, essa tal de monarquia. Pior é saber que nem Dom Pedro, acusado por muitos “ditos” historiadores - tal qual aquele que atribuiu o atraso do Rio Grande do Sul ao uso do cavalo – tirou tanto dos cofres do país em benefício próprio.

Vejam o que já foi dito e comprovado e, há mais de 13 anos (ai, o 13, “deusolivre”), pouca gente ainda têm coragem de aceitar e defender:

- O Bolsa Família é um programa criado no governo anterior ao dele, de outra forma, e que contemplava as famílias sem renda, somente até que ocorresse certa estabilização. (Nem uma, nem outra fórmula foi acertada);

- Ninguém nunca na história deste país vai fazer tantos programas sociais. Porém, aí estão os programas de desenvolvimento econômico (nenhum);

- Os programas de financiamento ao estudante serão a força do futuro para o país. (Vejam Pro Uni, Pronatec, Fies e outros, todos com verbas reduzidas drasticamente);

- Ninguém vai mais mexer no poder de compra do brasileiro. (Verdade única: Não dá pra mexer no que não existe);

- O pré-sal é nosso. (Nosso, da Petrobras e dos acusados na Lava Jato, onde o próprio também está por um triz);

- Não vamos aumentar impostos. (Não, nem haverá reedição da CMPF, nem bitributação, nem nada).

No entanto, quando o homem foi eleito, pasmem os que ainda não sabiam, tenham sido eleitores dele ou não: Quando saiu o resultado da eleição, abriu várias garrafas (com seus conluias), de Romanée-Conti (conforme a Wikipédia, um vinho francês produzido em Vosne-Romanée, na Côte de Nuits, Leste da França. É classificado como "Grand Cru" e é considerado o maior vinho da Borgonha e um dos melhores da França, reverenciado por enólogos e enófilos de todo o mundo). Custa em torno de R$ 85 mil por garrafa.

Bem, não é só isso. Quando deixou o Planalto, após a eleição de Dilma e o final de seu mandato, levou para o sitio de Atibaia, que não é dele e nem da família, mas de um amigo e onde esteve, em um ano, por 11 finais de semana para descansar - sem contar as centenas de vezes que saia de Brasília com as honras de Chefe de Estado (leia-se avião presidencial, seguranças, assessores, cozinheiros, o churrasqueiro oficial, helicóptero da FAB para o deslocamento desde São Paulo) para o local. Penso como é bom ter um amigo assim. Inclusive que me permita fazer adequações e reformas conforme julgar necessário. Há... inclusive instalar uma antena de telefonia celular nas redondezas.... Hahahaha. Quem tem coragem de defender?

Tem mais, por hoje: Um caminhão dos tais bons vinhos e cachaças (opa!!!) foram levados de Brasília para lá, quando deixou o Planalto. Mais de 11 caminhões de mudanças, com milhares e milhares de objetos, foram carregados na Capital Federal com destino ao sítio de Atibaia. Sim, o amigo cedeu o local por empréstimo. Hahahaha. É que não havia espaço para tanta quinquilharia no tríplex do Guarujá, também reformado por “amigos”, mas com notas fiscais em nome da excelentíssima ex-primeira dama.

Ter alguém que ainda tenha a coragem de defendê-lo, é a maior prova de amizade que existe. Amizade ou ....

Em tempo: Não tenho ficha em partido nenhum, não sou do PSDB nem de nenhuma agremiação. Sou brasileiro. Ufa!!!


Leia Também 16º Domingo do Tempo Comum. Teve compaixão Vantagens do Programa Sustentabilidade Ambiental Empresarial Um Fusca com roupa de Jipe