Responsabilidade com a casa comum

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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A Campanha da Fraternidade de 2016 traz como um dos seus propósitos a reflexão sobre a nossa responsabilidade com o Planeta Terra, “nossa casa comum”. Tal proposição nos remete ao versículo final do poema da criação – Gn 1, 31, que afirma: “Deus viu que tudo o quanto havia feito era muito bom”.

A criação é uma benção. É graça de Deus, que tomou a iniciativa e colocou o ser humano como responsável, cuidador da sua obra. Infelizmente ao assumir esta tarefa a humanidade cometeu um equívoco. A responsabilidade do cuidado da obra criada (Gn 2,15) foi assumida na perspectiva de domínio e não de interação. Este equívoco primeiro foi gerando outros erros que apresentam como resultado visível o aquecimento global (aumento da temperatura média da terra) e suas derivações, dentre os quais as mudanças climáticas.

O processo de destruição do Planeta Terra como garantidor de um estilo de vida consumista e predador não tem sustentabilidade porque se estrutura sobre injustiças. Ao retomar a ideia de responsabilidade pela casa comum voltamos ao compromisso posto no texto do Genesis que acentua a interação e a responsabilidade pelo cuidado da casa da humanidade.

Quem é responsável se preocupa, cuida, zela. Todos podemos colaborar, com instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, do seu lugar de vida, experiências, iniciativas e capacidades (Cf Ls 14).

A Campanha da Fraternidade é um tempo de graça Vivamos este momento aprofundando nosso compromisso e responsabilidade com a “nossa casa comum”.



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