Bala na cara, irmão!

Postado por: Dilerman Zanchet

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* Dilerman Zanchet – Jornalista

A verdadeira face do crime é aquela em que a tua sensação de segurança vai às cucuias. Não existe a segurança para ir até o portão de tua casa ir à garagem pegar o carro, ir à farmácia ao anoitecer. Anoitecer? Não.... o crime está à solta, em qualquer hora, em qualquer lugar, em qualquer cidade.

Bala na Cara é o nome de uma facção criminosa que assombra Porto Alegre. Vila Cruzeiro e arredores é o alvo de um grupo de vagabundos que está infernizando a Capital. Bem, eu não moro em Porto Alegre e, por isso, “não tô nem aí”, pode dizer você, leitor. Mas o problema está justamente aí: a nossa omissão. Não se trata de morar lá, ou não. Trata-se do fato de que o Estado não cumpre uma de suas funções básicas: Segurança.

Não me refiro ao governo do Rio Grande do Sul, somente, mas ao Estado brasileiro. Aquele que consegue extorquir de nossos bolsos mais de 50% do que ganhamos mensalmente, fruto de nosso suor, para alimentar facções criminosas que estão tomando conta do país. É o Estado, criado pela Constituição Federal de 1988, que beneficiou os menores, dando-lhes plenos poderes e muito pouca obrigação, que beneficiou os apenados, favorecendo isso e aquilo e até com um salário mensal, que beneficia vagabundos em prol dos tais direitos humanos, que só são direitos e só são humanos em alguns casos.

Vou provocar: Onde estão os que se acham legítimos defensores dos direitos humanos de Passo Fundo, que não foram prestar solidariedade à família do empresário assassinado brutalmente na Cohab?

Onde está a deputada Maria do Rosário, que não veio à Passo Fundo prestar solidariedade aos familiares da dona do mercado da rua General Osório, sequestrada e assassinada há alguns anos e cujos assassinos estão soltos? E quanto ao proprietário do mercado do bairro São Luiz Gonzaga, também assassinado em um assalto ao seu estabelecimento? E quanto ao joalheiro da rua Moron, que está sofrendo em uma cadeira de rodas após ter sido vítima de um vagabundo?

Nossas vidas estão por um fio. Vagabundos, seja do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Porto Alegre ou mesmo de Passo Fundo, atiram primeiro para depois pegar no caixa da empresa, ou no seu bolso, alguns trocados. Nossas vidas, a vida de quem trabalha, dá duro, paga as contas e paga impostos, não vale nada, infelizmente.

Se resolvesse, poderia pedir aqui que nosso governador fizesse alguma coisa. Mas não está preocupado com isso. Estivesse e teria tomado alguma medida, já que está há 14 meses apenas rolando a dívida com a União e fazendo piadas. Algumas até de mau gosto. E a vida dos gaúchos? Seremos o próximo Rio de Janeiro? Na capital está assim. Quanto tempo vai demorar para a gangue do “João” tirotear contra a gangue do “Paulo”, pelo ponto de drogas da nossa Vila Cruzeiro? Quanto tempo levaremos, ainda, para ver policiamento ostensivo nas ruas? E o efetivo?

Está nos jornais: Reduz o policiamento, aumentam os assaltos e assassinatos.

Ou, como preferirem: Vitória na Guerra, irmão!

Até quando a vida humana vai ser tão banalizada pela incompetência de nossos governantes?

 

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