Os poderes e o seu poder

Postado por: Neuro Zambam

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Os poderes da República que são laureados como as conquistas fundamentais para o equilíbrio social, o exercício do poder, as condições de comando do país, as formas de representação e assim por diante, precisam ser questionados, debatidos e esclarecidos de forma permanente para que as gerações não se esqueçam dos seus direitos, dos ritos do seu país e da necessidade de atualizar informações. O ser cidadão é básico para o amadurecimento da sociedade e da evolução social.

Infelizmente no país isso não funciona. A atual crise, da qual não existe apenas um culpado, é representativa dessa falta de seriedade e equilíbrio dos poderes. O executivo enlameado na falta de liderança da presidente, fraqueza da economia e barganha de orçamentos, informações e alianças sem sentido e que não levam a qualquer lugar. O legislativo enlameado na corrupção sem limites e na busca de cargos e compensações muitas vezes estranhas, por isso sem legitimidade para propor qualquer saída para momentos de crise ou mesmo de normalidade. O judiciário na sua fama de guardião da lei e da democracia, se acomoda na burocracia e na suntuosidade dos prédios.

Um contexto complexo e difícil como este não deixa espaço para os heróis que sempre existem que, para além da normalidade, se preocupam com a responsabilidade e a honra de seus cargos e a missão que lhe é confiada. A estabilidade dos cargos e do exercício do poder não deveria depender da transferência dos votos feita pela população ou da estabilidade das nomeações. Infelizmente a atualidade é obscura.

Precisamos unir forças na defesa incansável da democracia e do equilíbrio dos poderes de forma associada, refletida e corajosa, unindo, engajando e encorajando os heróis do cotidiano e dos poderes. Ainda existem? Claro! Se não, sequer estaríamos falando e reclamando do caos.

Não existe um resto que acredita, mas um clamor é percebido até mesmo no silêncio, do qual se pode ouvir gritos de angústia, assim como, naqueles que em todos os poderes procuram “fazer a sua parte”, diante de ondas poderosas que se avolumam para destruir o resto de esperança. É do resto que precisa brotar a renovação dos poderes e do exercício do poder.


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