Reféns do Medo

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Até parece nome de filme de terror, mas infelizmente é o sentimento do povo gaúcho com relação à segurança pública. Estamos vivendo uma das piores crises econômicas de nosso País e conseqüentemente, o Estado do Rio Grande do Sul, é um dos estados que mais está sofrendo com esta crise, a qual vem afetando setores vitais dos serviços públicos, ligados à saúde, educação e principalmente à segurança pública.

A insegurança tomou conta dos gaúchos, notícias diárias demonstram o quanto à bandidagem está astuta, inconseqüente e disseminada no cotidiano da população. Na capital gaúcha, onde em tese deveríamos ter mais segurança, os criminosos estão surpreendendo até mesmo os policiais, que estão se deparando com ocorrências onde os bandidos estão agindo em grandes grupos, fortemente armados, promovendo arrastões em locais públicos como restaurantes, clubes, associações e até mesmo em via pública. Os delinqüentes, não se preocupam nem mesmo em cobrirem os rostos e as suas ações, são cada vez mais audaciosas e constantes, diante da impunidade e da falta de repressão policial.

Nesta semana, policiais militares do interior do estado, foram enviados em missão especial à capital Porto Alegre, a fim de reforçarem o policiamento, na tentativa desesperada do governo em fazer um enfrentamento às ações criminosas que estão ocorrendo por lá, porém, a situação do interior não é diferente. Os crimes que por aqui ocorrem, embora em menor quantidade, são tão ou mais violentos dos que assolam a capital gaúcha. Os órgãos públicos responsáveis pela segurança, estão se vendo impotentes diante do aumento da criminalidade e do sucateamento do poder público. A falta de pessoal se depara com a crise do estado e a inércia do governo em apresentar soluções para o povo gaúcho.

A população está acuada, “reféns do medo”, como diz o título desta matéria. O custo desta insegurança é altíssimo, pois nossas residências precisam estar equipadas com alarmes, cercas elétricas, muros, grades e segurança privada. É impossível pensar em viajar e deixar uma residência sem caseiro, e, por aí você começa a imaginar o quanto isto onera e compromete um orçamento familiar, sem falar nos prejuízos emocionais e sociais, pois diante de tamanha insegurança, nos privamos de muitas atividades que fazem parte de uma rotina familiar, como: jantar fora, ir ao cinema, shopping... Uma simples caminhada no parque, se tornou uma atividade de risco.

Neste momento, onde a sociedade gaúcha pede socorro e cobra do governo, respostas imediatas a esta situação caótica da segurança pública, temos duas alternativas a seguir: esperar que o poder público cumpra seu papel e enfrente a bandidagem; ou fazermos justiça com as próprias mãos. Espero sinceramente que venhamos a enfrentar esta crise na segurança com a primeira opção, pois caso contrário, estaremos retrocedendo e muito em nossa organização social.


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