Dia internacional da mulher

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Peço licença às mulheres para tratar, nestas poucas linhas, sobre esta data significativa para toda a humanidade, sob o risco de não contemplar de forma completa um tema essencial para o futuro da humanidade.

O tema nos leva a refletir sobre três questões preocupantes, dentre tantas, na sociedade brasileira e que envolvem as mulheres:

  1. Em torno de quarenta por cento dos lares brasileiros são estruturados sobre a figura feminina, ou seja, não existe a figura do pai, esposo, companheiro. Nestes lares a mulher é a provedora dos bens necessários à sobrevivência dos filhos, mas também a segurança afetiva e existencial. O fato da mulher ganhar menos que o homem contribui para agravar a situação.



  1. Tem aumentado significativamente os casos de violência contra as mulheres, na maioria das vezes dentro da própria casa, mas também na sociedade. Muitas vezes a violência resulta em morte da mulher agredida. Apesar das muitas iniciavas, nossas instituições ainda não conseguem dar conta dos processos de proteção, reparação e atenção às vítimas da violência. A violência não deixa marcas apenas no corpo, deixa feridas na alma, na autoestima, que exigem um processo de cura muito mais demorado.



  1. A descriminação da mulher pobre e negra, agravante em relação às mulheres em geral, fenômeno já comprovado por várias pesquisas. A discriminação acontece por ser mulher, pobre e negra.

Diane deste quadro preocupante é possível percebemos boas iniciativas das mulheres na perspectiva da superação do preconceito e das tantas formas de violência. É o processo de humanização da sociedade facilitado pelas mulheres.

Não é um caminho fácil, pois superar os erros enraizados em nossa cultura exige tempo, paciência e muito espírito de luta. Mas como diz Milton Nascimento “é preciso ter força, é preciso ter gana sempre, quem traz no corpo a marca, Maria, Maria, possui a estranha mania de ter fé na vida”.



Pe Ari Antônio dos Reis




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