Intervenções da psicologia em situações que evidenciam violência de gênero

Postado por: Israel Kujawa

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Os debates e as atividades públicas vinculadas ao dia internacional da mulher são oportunas para entendermos a dimensão individual, subjetiva e psicológica da violência na sua relação com o problema da segurança. Trata-se de um tema complexo que acompanha a história humana e se avoluma na atualidade. Para enfrentá-lo, para realizar intervenções eficazes, se faz necessário uma compreensão adequada do conjunto de fatores vinculados ao problema.

Uma das ações mais comuns e mais demandas pela sociedade é a retirada de circulação social com a prisão dos sujeitos que praticam violência e geram insegurança. No entanto, não aumentaremos a segurança sem realizar intervenções em uma das origens das situações de agressão e de violência. Trata-se da violência reproduzida como forma não refletida e primitiva, que atende objetivos e razões psicológicas de auto afirmação, de reconhecimento e perpetuação de uma cultura violenta.

Pede-se dizer que identificamos a agressão física com facilidade, mas nem sempre somos capazes de perceber a violência psicológica. A violência psicológica se faz presente, entre outras formas, na substituição de um momento de convivência de afetividade entre pessoas por objetos materiais ou simbólicos de consumo. Trata-se de um forma imperceptível de violência psicológica que precisa ser analisada, debatida e superada.

A psicologia que tem, entre suas funções cuidar do bem estar das pessoas, pode e deve demonstrar, para um homem (macho) que pratica agressão física ou psicológica para se impor em uma relação, meios mais eficazes, sensíveis, amorosos e humanos de reconhecimento e perpetuação. Ao demonstrar as possibilidades e as vantagens de um comportamento não violento, contribui para mudar a cultura geradora e perpetuadora de agressão e insegurança.


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