O empobrecimento do Rio Grande e a trilogia do gaúcho a pé

Postado por: Juliano Roso

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Lá pelos idos da década de 1930, o escritor Cyro Martins começou a escrever a Trilogia do gaúcho a pé. Da primeira obraCampo Fora, de 1934, até Estrada Nova, de 1954, que fechou o ciclo junto com Sem rumo, de 1937, foram 24 anos. Em duas décadas, o retrato de um mesmo problema: o empobrecimento do gaúcho clássico que ao deixar a vida no campo se deparava com a pobreza da cidade.

Em todas as páginas da obra, o retrato do o empobrecimento do Rio Grande dá o tom. Em mais de um ano de mandato, o governo do Estado apresentou para o Parlamento Gaúcho projetos como o aumento do ICMS. Irá ele resolver a crise? 

Onde estão as ações que verdadeiramente podem ajudar a mudar o rumo do Rio Grande? É bom recordar que na obra de Cyro Martins, o gaúcho ia desfazendo-se, ano após ano, de pedaços de terra para sobreviver e prover sua família. 

Assim como Cyro Martins registrou a decadência do gaúcho no século passado, nós acompanhamos o acanhamento de ideias para mudar esse destino de pobreza e privações que se avizinha logo ali atrás da porteira.


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