Eles, os terroristas

Postado por: Neuro Zambam

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Na última terça-feira o mundo acordou vítima de mais um atentado terrorista de proporções alarmantes e com potencial explosivo para gerar inúmeras outras formas de violência, perseguição, preconceitos e atos de intolerância dos mais cruéis e insensatos, próprios de períodos de exceção.

Quanto à condenação do terrorismo não existem dúvidas. Essa é uma atitude má, desumana, cruel e anacrônica, que não encontra nenhuma justificativa, seja ideológica, política, religiosa, econômica ou moral.

Existem inúmeras dificuldades para se apontar as reais causas desse fenômeno que, conforme o período histórico adquire contornos específicos e surpreendentes como os atuais. Por exemplo, a explosão do próprio corpo.

As patologias contemporâneas se apresentam de muitas formas. A prática do terrorismo é uma delas. Mentes com o mínimo de normalidade não praticam tais atos. Considerando esses fatos, precisamos novamente recompor nossas forças, nossa imaginação e nosso senso de humanidade e reconfigurar o valor e a prática da tolerância.

Sugiro a leitura deste artigo:

http://www.ajuris.org.br/OJS2/index.php/REVAJURIS/article/view/389

Os horrores dos atentados de Bruxelas não podem apagar outras formas de intolerância existentes em nosso meio e em regiões que não têm a mesma visibilidade, se comparadas com a Europa. Ainda vale a indagação, amplamente esclarecida: Por que nenhum Chefe de Estado ou de Governo se pronunciou de forma veemente sobre os massacres ocorridos na África na semana do atentado de Paris, para onde se dirigiram quase todos?

Apenas para fins de reflexão final. Os últimos acontecimentos no Brasil, seja pela vagueza de conteúdo, seja pelos interesses mesquinhos (ou nada mesquinhos e, sim, violentos, corporativos e absolutos), de grupos bem específicos se manterem no poder, conquistá-lo a todo custo, esconder as próprias formas de fazer política ou administrar o que é público ou privado e, até mesmo, maquiar o que já não mais se pode esconder, como a ignorância jurídica de quem deveria tratar a lei com teor de doutor, esconde-se formas dramáticas de intolerância no Brasil e na região.

O alimento ao ódio nas pequenas coisas e a condenação da violência nos grandes atos, esconde as inúmeras mentalidades doentias que abarcam nossa realidade.

O Brasil precisa de menos terrorismo. O Brasil precisa conhecer, respeitar, saber e exercitar o valor da pessoa em suas mais amplas diferenças e educar-se para a tolerância cotidiana como forma de alimentar largamente a justiça social, o direito e a política.



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