A história parece se repetir meio século depois

Postado por: Israel Kujawa

Compartilhe
A leitura de um determinado momento da história muda por influência ideológica e com decorrer do tempo. As consequências de um fato histórico podem ser melhor avaliados após a sua concretização. Um exemplo ilustrativo deste modo de analisar os acontecimentos são os fatos vividos no Brasil da década de 1960.

Nos argumentos simples e convincentes, para uma parcela da sociedade, a deposição de um governo constitucional (1964) eram, basicamente, a corrupção e a ameaça do comunismo. Estes argumentos ainda compõem a explicação de uma parcela dos analistas da história. Outra forma de analisar os acontecimentos do início da segunda metade do século passado incluem uma influência determinante de razões geopolíticas que ultrapassam os limites das disputas que se restringiram ao nosso país. Nestas razões estão incluídos, centralmente, variáveis internacionais de ordem econômica e comercial.

No início desta década um episódio de espionagem criminosa dos Estados Unidos na Petrobrás, motivou um pedido de desculpas ao governo do Brasil. Entre os desdobramentos do episódio ocorreu o cancelamento de um encontro do governo brasileiro com o presidente Barack Obama e uma visita do Vice-Presidente, Joe Biden ao Brasil. Os desdobramentos dos fatos sociais após o ano de 2013 demonstram o aumento do acirramento de disputas internas, da divisão e das crises políticas. Uma explicação comum para estas crises se apoia em razões internas como corrupção praticada pelo partido político que comanda o poder executivo federal. A corrupção é um problema que acompanha a história do Brasil, no entanto é usada de forma oportunista em diferentes momentos, não com a intensão de superá-la, mas para reconfigurar os interesses políticos e de poder. Outra explicação, divulgada com menos intensidade, associa a crise política interna com a continuidade da interferência de interesses econômicos e comerciais com abrangência internacional.

No ano de 2016, o Brasil decidirá se, novamente, um governo em vigor deixará o poder em nome da necessidade de superar a corrupção. Os próximos acontecimentos sociais dirão se um governo constitucional será deposto e se fatos históricos teimarão em se repetir em uma nova fase.






Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito