Caiu a barba do PT

Postado por: Dilerman Zanchet

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                                                                               * Dilerman Zanchet – Locutor, Jornalista e editor

O título pode não ser convidativo para a leitura. Mas serve para que você busque na memória os fatos que levam a escrever sobre o assunto.

Há cerca de 20, 30 anos, a principal identificação de um homem que atuava ou se fazia atuar politicamente era com ou sem barba. Com barba significava que era militante ou filiado à esquerda, na época representada pelo significativo PT. Ou era aficionado pela legenda. Sem barba, com poucas exceções, era contrário à sigla e aos seus seguidores.

Na década de 1980, com Luiz Inácio, o Brasil viu emergir de um sindicato de metalúrgicos do centro do país um líder (e não tem como não reconhecer) que, com a barba comprida, começou a mobilização da esquerda, com cheiro do mais autêntico comunismo cubano, inclusive dos autênticos e caros charutos. Pronto. Estava aí um motivo para que quase todos os que compartilhassem da ideia esquerdista usassem barba. Era um feito espelhado nas imagens de Fidel, Marx, Guevara, Lênin e outros, tidos pela “massa de manobra” como intelectuais.

Lembro que discuti, à época da faculdade, com um destes. Questionei se o motivo da barba era, realmente, “estar” ou “ser” petista e a resposta foi conclusiva: “Somos a esquerda que vai mudar o país, com manobras que o mundo inteiro vai ver e aplaudir. Somos a nova era da intelectualidade”. Pois é. O mundo inteiro aplaude, agora, o que a esquerda fez e ainda está fazendo com o Brasil. Para ser justo, não de toda a esquerda. Alguns se mantêm firme nos propósitos aos quais as cartilhas dos partidos rezam. Mas, acredite, são poucos. A esquerda brasileira só é forte e inteligente até assumir cargo público. É minha opinião.

Voltando ao ex-governador (que ainda recebe mais de 30 mil mensais como ex-mandatário do Estado, embora sua profissão atual seja na área do direito), lembro que, quando Luiz Inácio assumiu, fez referência ao uso da barba. Mais ou menos assim: “Agora o país será governado por homens de barba. Esta é a diferença”. E foi.

Com todos os fatos policiais e judiciais apontando para os barbudos do poder em Brasília, principalmente na esfera do Executivo, colocar-se-ão no mesmo tacho os do primeiro, segundo e outros escalões da “República Petista”. Não vai demorar em que os “sem barba” voltem a comandar, dentro da Justiça, da Constituição, o país que vive um verdadeiro caos.

Os acontecimentos dos últimos 60 dias nos indicam que teremos, em breve, o “day after” dos barbudos que estão no Planalto. Basta que o Judiciário siga trilhando as ações com a legitimidade e idoneidade como está a fazer.

Talvez escape alguma mulher que, até que se tenha conhecimento, não use barba. Mas, nessas alturas, vá saber?

E a barba cairá de vez.

E, quando a barba cair, os que agora gritam “golpe”, entenderão que há Justiça. Há democracia. Há seriedade e que “golpe” não é fazer somente o que eles querem.

Vão entende que “golpe” é pagar R$ 30, para “paus mandados” em manifestações. “Golpe” é querer calar quem fala e pensa diferente do que eles querem. “Golpe” é ter, entre todos os ministros, vários sendo investigados pela Justiça. Golpe é querer se manter no poder a qualquer custo. “Golpe” é acusar os contrários, agarrando-se às barbas do poder.

Divirjo nas ideias. Que não são metais que se fundem. Respeito a Constituição. Respeito a Lei. Não posso calar, porém, quando leio, ouço e vejo tanta bobagem dos que dizem ser democratas, mas só na conveniência.

PS.: Não tenho absolutamente nada contra aos que usam barba. Ou deixam de usá-la. Muito ‘pelo’ contrário.




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