Vá Embora!

Postado por: Cristian Queiroz

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Por Rodrigo Accorsi*

Concordo plenamente com o que disse o comunicador Alexandre Fetter, da Rádio Atlântida, no programa Pretinho Básico das 18 horas, de terça-feira, 5: Se você é uma pessoa que tem condições financeiras e emocionais, vá embora do Brasil. Pegue sua família e vá embora, mas vá para um país com o mínimo de decência, por favor! Eu o faria, se pudesse, se tivesse tais condições. Não somos obrigados a viver em um país em que os nossos políticos fazem o que bem entendem e nada lhes acontece. Petrobrás, Caixa Econômica Federal e Correios, estão quebrados, principalmente pela ação dos políticos.

Corrupção por toda parte. Em vez de trabalharem para melhorar as condições de vida da população, se locupletam descaradamente. Policiais, que, em vez de cumprirem com seu papel de trabalhar para defender os interesses do povo, que os colocou lá, são corruptos e agem como se fossem bandidos. Formam suas milícias e obrigam a população a contratar serviços de determinada empresa para que tenham sua segurança garantida. Do contrário, sua vida vira um inferno. Vá embora!

Há como acreditar num país em que, de investigado pela Polícia Federal, um cidadão está na iminência de assumir como ministro? A bagunça é generalizada e há bastante tempo. Que tem um presidente da Câmara dos Deputados que responde a vários processos por ter cometido crimes. Que tem um presidente do Senado investigado por possíveis crimes contra a Nação. Que tem um vice-presidente da República que, em vez de pensar no bem da população, quer se perpetuar no poder. E por fim, uma presidente que parece que não tem noção do que está fazendo naquela cadeira. Quem paga por essas viagens de avião que ela faz para ver o neto ou visitar o ex-marido em Porto Alegre? Manobras, manipulação e o velho jeitinho brasileiro. Vá embora!

No Japão, quando apenas se cogitou que o ministro da Economia pudesse estar envolvido em corrupção, ele imediatamente renunciou ao cargo. Vejam bem, seu nome apenas foi levantado, nenhuma acusação. Na Islândia, nessa semana, o primeiro-ministro renunciou ao seu cargo, quando se descobriu que seu nome estaria envolvido em uma empresa offshore irregular no Panamá. A vergonha de ter o nome envolvido em operações irregulares faz com que pessoas com o mínimo de decência renunciem aos seus cargos por não estarem cumprindo com as funções para as quais foram eleitas. Temos um governador no Rio Grande do Sul que, ou quer mesmo fazer com que a população sofra com suas atitudes, ou não sabe o que está fazendo no Palácio Piratini. Parece completamente perdido.

Eu tenho a impressão de que ser político no Brasil é o mesmo que ser uma celebridade. Para começar, que coloca os políticos nos cargos em que eles hoje estão, é a população. Logo, não vejo o por quê, de se chamar um político de vossa excelência ou algum outro tratamento do gênero. Esse tipo de tratamento deve ser dado àqueles que passam uma vida inteira estudando, passam em um concurso e que hoje ocupam os cargos que merecem, graças ao seu esforço.

Merecem ser chamados de doutores, mesmo que não tenham doutorado, porque passaram a vida estudando. Os políticos no Brasil, independentemente de partido, se acham acima da lei, acima do bem e do mal. Acreditam que podem tudo, quando quiserem e ao valor que for, não importa. Até o jeito de andar muda quando um político é eleito no Brasil. Vá embora!

Não vou nem falar dos hospitais, das estradas, das más condições de vida da população, do péssimo atendimento nos órgãos públicos (municipais, estaduais e federais), da burocracia, da alta carga tributária, das injustiças e de outras coisas. Acho que somente com o que relatei acima, já dá vontade de ir embora. Se formos pensar profundamente em cada um desses tópicos, dá vontade de fazer as malas amanhã mesmo.

Por favor, vá embora!

*Jornalista - DRT/PR 7470.

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