Intolerância política: a culpa é da internet

Postado por: João Altair da Silva

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Antes da internet as pessoas se respeitavam mais. Nos últimos tempos com o episódio das denúncias envolvendo o ex-presidente Lula e a o processo de impedimento do mandato da presidente Dilma Rousssef, as  ameaças viraram rotina. 

O ministro das comunicações Edinho Silva, também enrolado na operação lava a jato, pediu tolerância dos afoitos, segundo ele, antes que chegue o primeiro cadáver. O problema político, da corrupção, que foi estampado pela polícia e pelos procuradores federais, apenas azeitou as discussões dos que são contra e a favor ao governo federal.

A delicadeza, o respeito, a educação, se perdeu com o advento das chamadas redes sociais de internet.  A internet democratizou a comunicação porque poucos tinham acesso aos debates de rádio, TV e mídia impressa.  No entanto, virou um território sem lei, um tipo de mídia que não tem regras para nada.  Pode até existir uma lei de internet mas a pergunta é quem cumpre?  Veja nos teus contatos quantos crimes são cometidos, com ofensas, danos morais! Ninguém é denunciado, ninguém é chamado para depor, em regra, ninguém é penalizado. 

As pessoas continuam dizendo impropriedades,  falando inverdades, fazendo ameaças, cometendo os mais diversos crimes.  A internet tomou conta das nossas vidas, mas de longe, jamais o país se preparou  com aparato policial, de investigação, para acompanhar os seus crimes. 

O ódio é alimentado através de internet. Os arrastões são programados através da internet. Os rolezinhos no centro do país que se transformam em arrastões são combinados através da internet. Na internet eu posso dizer o que me vem na cabeça. Dificilmente algum órgão de segurança vai me interpelar. É uma comunicação irresponsável. Diferente da comunicação das mídias tradicionais. No rádio, na TV,  no jornal, na revista, existe um profissional que analisa conteúdo, se pode ou não publicar, na internet é um horror.  Oportuniza fake. Na postagem de uma mudança de partido de um vereador de Passo Fundo, uma internauta, possivelmente fake, resolveu dizer com todas as letras que o vereador não pagava pelo programa, tinha o pinto pequeno e ejaculação precoce.  Não tem um órgão policial para averiguar isso.  Não sou retrógrada para propor  o fim da internet. O mundo não existiria sem ela hoje. Mas é preciso limites. O país tem de se preparar para combater os seus crimes.  As pessoas perderam a educação, perderam a noção do certo e do errado por causa da internet.

Por outro lado, as redes sociais, bitolam o internauta. Ele acha que está correto em tudo  o que afirma. Isso porque ele é  analisado pelo seu grupo de amigos. As pessoas das nossas relações de amizade tendem a pensar de forma semelhante a nós. Caso contrário nem seriam “amigos”. Aí fizemos uma publicação e todos concordam. O autor sair convicto de que é uma verdade absoluta. Ele tem poucos “inimigos”, pessoas que pensam diferente, na sua rede de contatos. E a verdade pode ser outra. Cuidado!


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