-REFLEXÃO - 06/04/2016

Postado por: Maria Vani Gehlen Ramos

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-"Diariamente repartiam o pão nas casas." ( At 2,46).
As igrejas, como as conhecemos hoje, não existiam nas primitivas comunidades cristãs. Os fiéis se reuniam nas casas para repartir o pão. Neste repartir o pão estão incluídas a Eucaristia e a partilha da Palavra. Somente mais tarde, quando as comunidades cresceram, pensou-se em construir um local exclusivo para o culto. Era o lugar onde a Igreja se reunia.
Partir o pão nas casas tem uma simbologia muito rica. É no cotidiano, nas pequenas coisas de cada dia que experimentamos o Senhor. A grande celebração comunitária nos dá forças para a fidelidade cotidiana. O Vaticano II recuperou um entendimento antigo:
"A família é a Igreja doméstica, a pequena Igreja". Tudo aquilo que se realiza na comunidade deve ser posto em prática em cada lar. 
( do livro de Aldo Colombo: O tempo de Deus.)
Penso que esta indicação do livro dos Atos dos Apóstolos vem ao encontro do tempo litúrgico que agora vivemos. Durante algum tempo ouviremos muitas leituras sobre as primeiras comunidades: sua caminhada, sua fé, seu seguimento, sua partilha, seu acolhimento e também seu crescimento. 
Por que vamos à Igreja? O que procuramos no convívio comunitário? É válido rezar sozinho?
Rezar sozinho, no meu entender, é válido sim, porém, sem o convívio com nossa comunidade de fé (igreja-templo) ela é morta.
Precisamos dar nosso testemunho público, sincero, para que outros também a procurem. 
Sabemos que Igreja somos todos nós, batizados. A reunião, entretanto, destes batizados, no templo, arrasta em testemunho, afabilidade e partilha. 

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