Quero ser um “coxinha”

Postado por: Dilerman Zanchet

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As redes sociais nos possibilitam a comunicação rápida, versátil, pronta e verdadeira. Aliás, esta última, nem sempre e nem tanto. Infelizmente. Basta olhar e ver que meu apartamento tríplex e meu sítio não são meus. São de amigos.

Quando se trata de abordar com olhar crítico a situação política brasileira, devemos estar prontos para ser rebatidos, agredidos verbalmente e até, por alguns insanos, sermos taxados disso ou daquilo. A moda é: Se você não concordar com todo o desmando do país, ser um “coxinha”. Sobre isso, já me manifestei aqui. E não mudo o discurso. Porém, aumentei os argumentos.

Se for necessário ser um “coxinha” para que o país entre nos trilhos da ética, da vergonha, da seriedade, da idoneidade, que eu seja. Quero ser um “coxinha” para ver na cadeia todos aqueles canalhas que usurparam do povo brasileiro. “Eita” povo sofrido. Quando sai de uma ditadura (eles dizem que era dura), consegue cair nas graças de um partido, em conluio com outros inescrupulosos, e formarem a maior quadrilha já vista na história da humanidade. Ou, uma das maiores.

Quero ser um “coxinha” para poder, quem sabe um dia, entender aqueles que se fazem valer da Constituição Federal para dizer que o impeachment é golpe, mas que não é golpe colocar um investigado pela Justiça e Polícia Federal em um cargo de ministro de Estado.

Quero ser um “coxinha” para poder acreditar que as massas do impeachment que levou Collor à renúncia, incluindo o “cara pintada” Lindberg Farias, não passam de marionetes, manipulados por desejos corruptos e por insanos que querem o poder a qualquer custo. A propósito: O Maluf é “coxinha”? Meu Deus!

Ainda quero ser um “coxinha” para poder ver trabalhando, com carteira assinada, cumprindo horário, os milhares de assessores do PT que se espraiam pelo país inteiro, ganhando, seja da Câmara dos Deputados, seja de órgãos públicos federais, e que não exercem a sua função. Aliás, tem alguns que não sabem onde fica a sala do “chefe” que assessoram.

Quero ser um “coxinha” para ver políticos, seja de qual partido ou em qualquer instância forem, terem apenas e somente dois ou três assessores, e que estes sejam cumpridores da mesma carga horária que um trabalhador que paga escravizadamente seus impostos. E que não tenhamos pseudo assessores que sobem em palanques de manobras sociais durante o expediente e em dia útil, pagos com o dinheiro público.

Quero ser um “coxinha” para não ver, nas próximas eleições, sejam municipais, estaduais ou federal, políticos ficha suja se elegeram e voltarem a mamar nos cofres públicos. E que tenhamos redução na quantidade de cargos de confiança, de mordomias e todas as benesses que eles têm.

Enfim, quero continuar sendo um “coxinha” para poder bater no peito e bradar, sem ficar vermelho, que tenho vergonha na cara e não defendo corrupto em troca de cargo de confiança. E que nenhum “mortadela” me fez lavagem cerebral.

Em tempo: Sartori, ou cumpra o que prometeu na eleição, ou peça para sair. Há 16 meses sem solução para a crise financeira do Estado não dá. Peça ajuda aos universitários.




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