A segurança depende de intervenções adequadas da psicologia

Postado por: Israel Kujawa

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O desejo de segurança acompanha a história individual e coletiva da humanidade. Para que este desejo se efetive, se faz necessário o suprimento de recursos materiais, incluído, alimento, moradia, vestuário e espaços de convivência. No entanto, após dezenas de séculos vivendo neste planeta, os seres humanos construíram espaços existenciais com níveis de segurança geradores de medos paralisantes. O medo de ser mais uma vítima da falta de segurança para trabalhar e viabilizar o suprimento das necessidades materiais para uma vida satisfatória, faz os motoristas e cobradores do transporte coletivo paralisar suas atividades e evidenciar um problema que repercute para o conjunto da sociedade. Para alterar este contexto, se faz necessário uma análise aprofundada das aspectos que envolvem o problema.

No modelo positivista de organização social, a segurança é viabilizada com o impedimento da participação social e com a retirada da sociedade de todos os indivíduos que não respeitam os limites das regras preestabelecidas. Este modo de controle dos cidadãos desalinhados, foi amplamente praticado no Brasil durante a segunda metade do século XX. Este ciclo, evidenciou seus limites quando os episódios que demonstraram injustiças passaram a ter repercussão social. Entre eles está a morte de mais de 60 mil pessoas no hospício em Barbacena, que após a publicação do livro da jornalista Daniela Arbex passou a ser identificado como holocausto brasileiro.

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o modelo de segurança injusto e bárbaro passa a ser gradativamente substituído por um modelo que se relaciona com a justiça e com a cidadania. Neste novo modelo, se faz necessário à atenção aos recursos mínimos, para um vida segura e satisfatória, incluído alimentação, habitação, vestuário e educação. Nos critérios elencados, a psicologia pode e deve contribuir mais com a educação, especificamente com a socioeducação que é destinada para os jovens e adolescentes que praticam violência social.

Com intervenções mais abrangentes da psicologia, que relacionem diversas dimensões da vida social e individual, será possível construir sentimentos de cidadania, de reconhecimento e de justiça, ampliando ambientes de segurança.


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