Uma semana para ficar na história

Postado por: Dilerman Zanchet

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  • Dilerman Zanchet – Jornalista e editor

Assisti incrédulo, ao encaminhamento e à votação pelo parecer do relator ao impeachment de Dilma. Assustador. Aterrorizador. Desrespeitoso. A nação brasileira merece coisa melhor. Nossos deputados gaúchos precisam ser melhores porque nosso povo merece coisa melhor na política. E não me venham dizer, os que se acham democratas, que “aqueles” que vimos, em alguns casos, nos representam.

A falta de respeito para com os milhões de telespectadores, as piadas impróprias ditas nos microfones, o total absurdo do ganhar por ganhar, me trouxeram à reflexão do que vou fazer com meus próximos votos. Há.... podem ter a certeza disso.

Enfim, aquilo que se viu na segunda-feira à noite foi - embora com o entendimento de que o presidente da comissão e o relator tivessem tentado fazer um bom trabalho – um retrato de como está a situação da política brasileira.

Atentem, no entanto, para o que se encaminha neste final de semana, quando o relatório aprovado vai para o plenário da Câmara dos Deputados. Vai valer a pena você sentar em frente à tevê e assistir aos desmandos, tanto da base do governo, como da oposição. Vergonha. Tivéssemos um parlamento sério, responsável, respeitoso, principalmente ao voto recebido do cidadão, e não teríamos uma boa parte deles sendo investigados ou já denunciados.

O parlamento é o símbolo maior da democracia. A Wikipédia o define: “Parlamento é a assembleia dos representantes eleitos pelos cidadãos nos regimes democráticos e exerce normalmente o poder legislativo. Em muitos países, o parlamento é denominado Congresso (por exemplo, no Brasil), "Assembleia Nacional" (ou "Assembleia do Povo", como na China Comunista), Conselho, ou ainda Legislatura”. Que pena que a definição universal seja interpretada de forma diferente no Brasil.

Enfim, a semana será derradeira. Acredito que os eleitores daqueles indecisos farão com que a diferença a favor do impedimento seja grande. Porém, a expressão: “cabeça de juiz e barriga de mulher não se sabe o que tem”, já não é verdadeira. Não se depender do ultrassom e de Sérgio Moro. Mas, na cabeça dos atuais políticos brasileiros.... Há, é outra história.

O que o povo consciente, capaz, coerente, trabalhador, ajuizado, pagador de impostos quer, no entanto, é que a justiça seja feita. Errou, tem que pagar. Que seja impedida a Dilma, o Temer, Cunha, Calheiros, Lula e todos os que usurparam da boa vontade do povo brasileiro. Se faltar cadeia, mandamos alguns para a Suíça (Afinal, lá estarão perto de seus bens não declarados e retirados do Brasil).

Com o julgamento da liminar para liberar Luís Inácio para ser ministro de Estado marcado somente para o dia 19, o governo acumula mais uma derrota e vai para o final de semana mais penoso desde Fernando Collor de Melo.

No entanto, nem Temer (que pisou feio na bola ao falar o que não devia), nem Cunha podem comemorar o impeachment, que, a meu ver, vai ser votado favorável na Câmara. Uma hipótese é a de que Dilma seja afastada do cargo por 180 dias – seis meses. Neste caso, Temer assume, mas temporariamente, pois até lá serão julgadas as ações no STE e, ao que tudo indica, haverá a condenação por caixa dois na campanha.

Bem, aí sobrará para Cunha. Porém, entre o sujo e o mal lavado, o STJ já terá julgado este também pelas acusações imputadas a si na Lava-Jatos.

Portanto, caros leitores, em uma análise fria, pode-se dizer ao povo que preparem-se para eleições presidenciais ainda neste ano. São conjecturas. Mas com grandes possibilidades de dar certo.





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