Aprovado o impeachment, como votou o seu Deputado?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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No último domingo (17), o Brasil parou para acompanhar a votação do impeachment da Presidente Dilma, na Câmara dos Deputados Federais. Dos 513 deputados, 367 votaram pelo SIM ao impeachment, 137 pelo NÃO, 07 abstenções e 02 ausências. O SIM venceu por ampla maioria, seguindo o clamor público do povo nas ruas, que clamava por justiça e punição aos envolvidos em corrupções e as chamadas pedaladas fiscais do governo federal; já os defensores do NÃO, faziam discursos eloqüentes e apaixonados em defesa do governo, da democracia e contra um suposto “GOLPE DE ESTADO”.

Foram mais de dez horas de uma sessão nervosa, acalorada e tensa, acompanhada em rede nacional por todos os brasileiros, que aguardavam o resultado final, divididos entre os que queriam o impeachment da Presidente Dilma e os que eram contrários. A cada voto uma comemoração como se fosse um gol de copa do Mundo. Do lado do SIM, o discurso da moralidade, do resgate da ética e da credibilidade política do País, com reverências à Operação Lava Jato e ao Juiz Sérgio Moro, seguindo uma orientação partidária dos partidos de oposição e dos que abandonaram a base aliada, às vésperas da votação, além da vontade popular da maioria da população brasileira, que ocupou as ruas pedindo o “FORA DILMA!”.

Os contrários ao impeachment, insistiram na tese de que se tratava de um golpe de estado, que não há base legal nem crime previsto nas pedaladas fiscais e no processo de impeachment propriamente dito, contrariando a posição de muitos juristas e dos magistrados da Suprema Corte (STF), que julgaram legítimo e constitucional o processo, do modo como está sendo encaminhado. O governo e sua base aliada, juntamente com militantes de alguns movimentos sociais, não admitem a derrota. A presidente continua com o discurso da vitimização, alegando estar sendo injustiçada, ameaçando inclusive, manifestar-se na Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU) neste final de semana, denunciando ao Mundo, o suposto golpe de estado que está sofrendo no Brasil. Caso esta atitude da Presidente se concretize, irá agravar ainda mais, a relação entre o governo, o parlamento e as cortes jurídicas do País, além de manchar a imagem do Brasil, diante da imprensa internacional.

Em uma coisa houve consenso entre os dois lados: a crítica aos discursos personalíssimos dos deputados, com dedicatórias aos seus familiares e amigos, esquecendo-se de suas obrigações em representar o povo brasileiro e os interesses da Nação. Houve também aqueles que optaram em se abster do voto, achando que iriam passar desapercebidos pelo povo, governo e oposição, porém, acabaram ficando ainda mais em evidência dos que mudaram o voto, ou que não seguiram as orientações dos partidos, pois estes, acabaram sendo uma minoria, vaiados pela plenária e taxados de “covardes” pela opinião pública nas redes sociais, agora vão colher o triste resultado de suas omissões, nas urnas das próximas eleições.

Outro consenso do população brasileira, foi a constatação, com raras exceções, do baixo nível político e intelectual dos parlamentares, que nada mais são, do que o “espelho” de nossa sociedade, uma pequena mostra da população brasileira, eleita pelo voto democrático para atuar no parlamento em nome de seus eleitores. Pode até ter causado surpresa entre nós, mas foi o que nós escolhemos nas urnas das últimas eleições. Alguns eleitores, dizem que votaram em branco, na tentativa de isentar-se deste “equívoco” eleitoral, mas se enganam, pois a sua omissão, levou a vitória de um provável candidato despreparado, portanto, você também é responsável pela formação de nosso parlamento, tendo ou não, votado nestes deputados.

Agora o processo segue para o Senado, agradando ou desagradando a nossa posição, isto é fruto da democracia brasileira, onde o povo elege mas também depõem. A democracia se desenvolve pelo debate de idéias e tem como escopo a vontade da maioria. Quanto a legalidade, a suprema corte brasileira, basilar da constituição e da última palavra jurídica de nosso País com relação a litígios e dúvidas nos processos, quanto a constitucionalidade ou não dos mesmos, manifestou-se favorável ao rito do processo de impeachment, tal qual como está sendo promovido pelo Congresso Nacional. O que nos resta agora é aguardar o julgamento final do processo pelo Senado e acatar a decisão final.


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