Golpe ou Golpismo?

Postado por: Dilerman Zanchet

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                                                                        *Dilerman Zanchet – Jornalista e Radialista



Embora andando a passos largos, o processo de impeachment de Dilma vai demorar para ser definido em sua totalidade. Enquanto isso, aguardaremos amargamente as próximas ações e, preparem seus bolsos, pois vem mais coisa ruim por aí. Tudo o que se falar de ora em diante será golpe. Claro, se for dito contra o governo e seus asseclas. Se você for do lado favorável, é “companheiro”.

A propósito, será que posso dizer isso sem ser chamado de golpista? E sem perder a cabeça?

Pergunto por que, em qualquer situação em que se coloquem dúvidas quanto à seriedade, capacidade, honestidade e ética de petistas, a primeira palavra proferida pelos defensores ardorosos do homem “mais honesto” do país é ser taxado de golpista. Ser contra o PT, hoje, é ser golpista. Quanta ignorância e infelicidade.

Homofóbico não pode. É golpismo. Mas cuspir pode. É democrático. Invocar Carlos Ustra é golpe. Invocar Guevara é democrático. Quanta mediocridade, meu Deus. Vale não esquecer de que Bolsonaro é visto como salvação numa suposta eleição presidencial de emergência. Vale, também, não acreditar em tudo o que ele diz, como todos os deputados. Vale, também, lembrar do ato “heroico” de Pompeo de Matos, ao envergonhar o povo gaúcho pelo medo de declarar seu voto, contra ou favorável. Posso perguntar o que faziam os 53 milhões de brasileiros votantes, incluindo aí os beneficiados pelos programas ditos sociais, que não viram que aquele país que ela pintou, na campanha eleitoral, não era o Brasil? (Falei 53 milhões, pois um milhão é de cargos de confiança e familiares que mamam na tetinha/tetona).

Posso perguntar, também, onde estão todos os programas educacionais aventados e, cujos foram amplamente citados nos horários eleitorais. Inclusive quando a mesma trocou a formação em curso superior pelo Pronatec. E foi aplaudida.

E, daí por diante, será difícil enumerar tantas mentiras ou promessas não cumpridas e que, fosse esse um país sério, já seriam motivos suficientes para lhe tirarem de Brasília.

Mas o conteúdo do artigo em pauta não é só este. Tratemos, também, do fato de que a sessão, talvez a mais importante da Câmara nos últimos 15, 20 anos, tenha sido um melhorado dos mais bizarros programas de humor. Onde você era “puxado” pela Tv para ver qual a próxima bobagem e, por quem seria proferida.

Ainda teremos, até por volta do próximo dia 12 de maio, a aprovação pelo Senado da instauração do processo. Isso acontecerá por maioria simples, ou seja, metade mais um dos 81 Senadores. Não é difícil. Mas não é só isso. Dilma afastada, Michel Temer fará o seu governo por seis meses. Nesses 180 dias, deverá desocupar do governo, aliviando em muito a folha de pagamentos, milhares e milhares de cargos de confiança que o PT, ao longo de 14 anos, colocou no “trem bão”.

Feita a lição, resta ao país continuar - seja pelas redes sociais, seja por carta (quando o Correio consegue entregar), seja por telefone, seja no grito – endossando as ações de Sérgio Moro e apostando que todos serão responsabilizados judicialmente.

Que todos, mas TODOS os envolvidos em esquemas podres, sujos, fraudulentos, de conchavos e conluios, sejam banidos da política brasileira.

Está mais do que na hora de excluirmos da sociedade política os cafajestes que arruinaram o Brasil. Ainda há tempo. Agora é “Fora Cunha”, “Fora Calheiros”, “Fora cuspidores” e fora todos aqueles que veem na política uma forma de melhorar sua conta bancária. Se for preciso, “Fora Temer”, também!

Há sim: Faltou dizer que Marina Silva ressuscitou para salvar o país. Isto se, desta vez, conseguir o voto do marido.

E não esquecei, pois, que em outubro teremos eleições. As asas dos “anjinhos” começam a criar penas.

Quem tiver resposta contrária, que seja, ao menos, coerente com elas, a fim de não iniciarmos um bate-boca ferrenho pela internet. Mas não sou dono da verdade. Absolutamente.


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