A psicologia deve contribuir para aperfeiçoar as relações educacionais

Postado por: Israel Kujawa

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A escola do século XXI ainda não está em sintonia com o comportamento social, nem com os desafios impostos para os modos de vida que transformam os indivíduos em pessoas. Paulo Freire (1921-1997) insistiu no século passado e José Pacheco insiste em suas afirmações atuais, sobre a necessidade de ressignificar a escola. As escolas não devem ser entendidas como prédios, paredes, classes e notas, mas relações e gente.

O modelo de ensino enraizado em nossa cultura é fruto da filosofia cartesiana (Rene Descartes, 1596-1650) e do modelo positivista (Augusto Conte, 1798-1857) de estruturação da sociedade. Neste modelo, a escola é detentora das informações e do conhecimento. Os indivíduos que desejassem uma inserção reconhecida no mundo do trabalho encontravam um meio eficaz para atender seus objetivos. No entanto, estas relações de ensino não atendem as necessidades e os desejos da sociedade caracterizada pela economia do consumo e acesso os dados via internet.

Para que as relações educacionais se aperfeiçoem, a prática da transmissão de conhecimentos fragmentados, sem espaços para estabelecimento de relações com os contextos concretos de vida, devem ser revistas. Os professores e os gestores dos estabelecimentos de ensino devem passar por uma ampla capacitação teórica que possibilite ações em sintonia com as características dos contextos de vida. Nesta forma de ação, o ponto de partida ocupado pelas especialidades, pelas informações e conhecimentos específicos, é substituído pela complexidade da vida em suas dimensões individuais e sociais.

Neste contexto a psicologia deve contribuir para que as práticas pedagógicas se transformem em relações educacionais, superando o modelo cartesiano positivista. Para que isto ocorra, o olhar deve se voltar para as pessoas, identificando suas necessidades, seus desejos, seus medos, suas responsabilidades, seus valores e seus reconhecimentos como seres humanos.






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