Da violência e dos heróis.

Postado por: Neuro Zambam

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A semana que passou foi privilegiada em recordar fatos relevantes da nossa história recente, especialmente se considerarmos apenas os últimos 500 anos. Aliás, nosso período de acontecimentos relevantes é maior do que este. Ao limitar a esse espaço estamos dando vazão a vários preconceitos e exclusões. Primeiro, classificando os supostos 'descobridores' como os pais da história e os iniciantes de um período que sequer foi bem avaliado até hoje. Segundo, por que a tendência por si limitada é recheada de erros ao classificar culturas como superiores porque contaram a história ao seu modo. Assim poderíamos continuar.

Feriado de Tiradentes, dia do Índio e dia do Descobrimento. As três indicações são contraditórias e geram mais do que discussões que seriam salutares quando bem orientadas e em vista da verdade. Como entendo pouco de história e para não correr o risco do doentio fanatismo, paro aqui.

Interessa destacar a existência de heróis que povoam o nosso imaginário e seu destaque impulsiona nossa atuação em vista de dias melhores.

Um profissional normalmente tem, em sua profissão, pessoas de destaque que honraram a sua trajetória com a marca do exercício ávido e comprometido com os ideais e as ações que orgulham os seus pares. Assim deve ser: atuar numa profissão com dedicação, afinco e luta, honra a si e aos demais.

Da mesma forma, um país, uma cultura, uma religião, uma congregação ou um grupo unido em torno de uma ideologia com crédito, elegem ícones que são lembrados e celebrados para que não se perca o ideal inicial, mas que seja atualizado e continue impulsionando outras ações nos novos tempos.

O Brasil, lamentavelmente, não valoriza com a devida distinção os seus bons líderes que tombaram ou gastaram a sua vida para a construção de um país equilibrado, solidário e cooperativo. Isso ocorre porque falta de conhecimento. Temos dificuldades de reconhecer, ou simplesmente, o tempo vai passando e os líderes de expressão passam ao largo dando margem para o surgimento de pseudopersonalidades que acabam sendo lembradas pelo seu fanatismo ou outras referências irrelevantes.

Entretanto, temos muitos heróis anônimos que precisam ser descobertos, notados, homenageados e 'cultuados' para que a nossa memória, além de não se limitar aos 500 anos, impulsione o reconhecimento dos atuais heróis que são às vezes ridicularizados, mas anônimos ou corajosos fazem a vida e os sonhos de todos valerem a pena.

Assim como na antiguidade, o verdadeiro herói talvez não ocupe o primeiro lugar, mas do seu lugar ilumina todos os ambientes.

Destacar nossos líderes e dizer não à violência das palavras, das ações e, no nosso caso, daqueles que se consideram as melhores autoridades em todos os âmbitos. Destaco a afirmação de Appiah sobre isso: “Portanto, no cerne da honra encontra-se esta ideia simples: ter honra significa ter direito ao respeito”.







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