Garantir os direitos trabalhistas!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

Compartilhe

No dia primeiro de maio comemoramos do dia do trabalhador e trabalhadora. A celebração aconteceu sob a sombra do desemprego que já atinge mais de 10 milhões pessoas no Brasil. A diminuição do número de vagas é um sintoma da crise pela qual passamos, uma crise de origem política que atingiu a economia.

A realidade do desemprego não é a única preocupação da classe trabalhadora no Brasil. Desde que a atual legislatura a foi empossada no Congresso Nacional, no início de 2014 estão em tramitação vários projetos que ameaçam os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil.

O empenho de alguns setores da sociedade pelo impedimento da Presidente da República foi muito além da preocupação com instabilidade política no Brasil. Certamente existe um acordo, por hora velado, de iniciativas em vista da flexibilização da legislação trabalhista desprotegendo ainda mais a classe trabalhadora.

A preocupação aumenta pela possibilidade de interferência na Constituição Federal através dos Projetos de Emenda Constitucional (PECS) voltados sobretudo, a regulamentação da terceirização da mão de obra com graves consequências tais como: baixos salários, a jornadas exaustivas, a riscos de acidentes de trabalho e a alta rotatividade no mercado.   Quaisquer que seja as decisões sobre o governo futuro cabe assegurar o preceito constitucional da proteção dos trabalhadores e trabalhadoras.

A nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, publicada recentemente ressalta esta preocupação: “É urgente a superação dessa realidade de crise, através do permanente diálogo e de iniciativas político-econômicas que atendam efetivamente aos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, especialmente dos mais pobres, ao invés da lógica do mercado e dos interesses partidários. É preciso, acima de tudo, assegurar a manutenção dos direitos trabalhistas adquiridos e incentivar a ampliação dos mesmos”.

O trabalho é uma forma especial de realização humana. Permite que o ser humano, pelo dom da inteligência, contribua na obra da criação. É também a oportunidade do desenvolvimento da criatividade voltada para o bem comum. Qualquer situação que impeça este livre exercício atenta contra a dignidade humana, pois esta se fortalece, dentre outras dimensões, no exercício laboral.



Pe Ari Antônio dos Reis






Leia Também Divisão de Acesso: avanços e retrocessos no regulamento Xiii, o Grêmio está em Dubai! Não vamos deixar o Papai Noel roubar a cena O Severino do Grêmio!