MÃE

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

Compartilhe
A celebração do Dia das Mães suscita agradecimento, reflexão e oração. Cada pessoa humana deve a vida a uma mãe e a um pai. Se todos têm a experiência de serem filhos, nem todos experimentam o dom da maternidade ou da paternidade. A mãe, além da geração, é quase sempre a ela que se deve os passos seguintes da vida, da formação humana e espiritual. Ela é exaltada do ponto de vista simbólico: tantas poesias, tantas coisas belas se dizem poeticamente da mãe. Toda esta exaltação poética nem sempre se transforma em escuta da mãe e ajuda na vida cotidiana, e, muitas vezes, falta o reconhecimento do seu papel na sociedade.

As crianças recém-nascidas começam a receber em dom, juntamente com o alimento e os cuidados, a confirmação das qualidades espirituais do amor. Os gestos de amor expressos no dar um nome, nos olhares, nos sorrisos estabelecem laços de amor. A presença materna torna-se indispensável para superar os sentimentos de orfandade. O filho amado aprende a amar.

O Papa Francisco quando fala das mães diz: “As mães são o antídoto mais forte contra o propagar-se do individualismo egoísta. São elas que testemunham a beleza da vida. Sem dúvida uma sociedade sem mães seria uma sociedade desumana, porque as mães sabem testemunhar e sempre, mesmo nos piores momentos, a ternura, a dedicação, a força moral”.

Queremos trazer presente as mães que choram pelos seus filhos. Filhos que morreram vítimas da violência e outros filhos que se encaminharam por caminhos de morte. As mães por gerarem vida amam a vida e testemunham a beleza da vida. Elas vivem um “martírio materno” por darem a vida pouco a pouco por alguém que amam. A escolha da vida é a escolha de dar a vida.

As mães transmitem, muitas vezes, também o sentido mais profundo da prática religiosa: nas primeiras orações, nos primeiros gestos de devoção que uma criança aprende. Sem mães, não somente não haveria novos fiéis, mas a fé perderia boa parte do seu calor simples e profundo. Elas semeiam a fé sem muitas explicações que com o tempo vai amadurecendo.

Queridas mães, obrigado por aquilo que sois na família e pelo que dais à Igreja e ao mundo. Rogo a Deus, que Maria a Mãe de Jesus e nossa mãe, interceda junto ao seu filho, que derrame abundantes bênçãos.




Leia Também 33º Domingo do Tempo Comum. O Enart, de novo! A importância de ter uma recepcionista/secretária preparada em seu consultório. Feito é melhor que perfeito