E agora, Temer?

Postado por: Dilerman Zanchet

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*Dilerman Zanchet - Jornalista

Processo aceito. Ela já não está mais com a caneta de presidente. Ela será impedida de continuar e, creio, esta ação não vai durar até o prazo determinado de seis meses. Ou antes disso.

Então, depois de passar por vários crivos, como uma comissão especial na Câmara e outra no Senado, aprovação pelo plenário da Câmara, autorização e embasamento jurídico do rito pelo Supremo Tribunal Federal, ainda há quem diga que é golpe.

Ora, esse discurso, de oito, dez meses, já não cola mais. Vamos trocar o discurso do golpe pelas promessas feitas antes da eleição, em total desacordo com os atos praticados depois de outubro de 2015. Só isso bastará para que, de sã consciência, se entenda que não há nenhum golpe. Ou o país todo está errado e somente meia dúzia estão certos. Há quem diga que a unanimidade é burra. Mas não a esse ponto.

Enfim, este ritual, entendo, está encerrado. A partir de agora, Michel Temer, eleito vice-presidente da República, na mesma chapa que tinha como presidente Dilma Roussef, assumiu o governo. Foi sim, eleito com ela. Portanto, os 54 milhões de votos dela também são dele. Legítimo!

O que nos atiça a curiosidade, a partir de agora, é como Temer governará. As primeiras ações, ainda nesta sexta, surpreendem positivamente.

Com certeza, terá que ter habilidade. Mais do que Itamar Franco, à época de Collor. Muito mais.

Terá que se habilitar a reduzir a máquina, sem se entregar aos conchavos políticos que destruíram a nação através da nomeação de CCs, vai ter que reduzir a intervenção no setor privado, abrir espaço para trabalhar construtivamente na infraestrutura, nas alianças comerciais com países do primeiro mundo, fortalecer a moeda, conter a inflação que se posiciona galopante, e fazer o país crescer.

Tudo isso em apenas seis meses. É a “Ponte para o futuro”. Se for ligar o daqui para ali é outra coisa.

O que não pode é ligar o nada a lugar algum.

O povo precisa de respostas urgentes. Isso é irreversível. Só teremos duas saídas: Caos, pior ainda do que está, ou a retomada do crescimento, que, acredito, se dará somente a partir de alguns anos.

Esperar e torcer, pois!

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