Justiça: um tema relevante concreto e atual

Postado por: Israel Kujawa

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A justiça é um tema do nosso cotidiano que merece mais atenção, reflexão e estudo. A complexidade e a dificuldade em tratar o mesmo, com objetividade científica e conexão com os modos de vida, pode ser incluído entre as razões deste debate estar limitado a espaços restritos. Para tratar deste complexo e relevante tema, o Professor Neuro Zambam coloca à disposição dos interessados um livro que possibilita um entendimento sobre justiça.

Em sintonia com uma análise escrita, por Sérgio Aquino, no posfácio, do livro: “Verifica-se neste texto uma cristalina preocupação entre a teoria e a prática da justiça. O autor, além de esclarecer os principais fundamentos teóricos de Rawls, demostra ao leitor ou leitora a sua preocupação na manutenção histórica da Tolerância, na criação de procedimentos que mitiguem as desigualdades sociais e econômicas, no fomento ao cenário mundial o qual torne visível esse vínculo antropológico comum vivenciado por todos” (p.202). A análise prática depende da capacidade de interpretar fatos, situações concretas, identificando a existência ou carência de justiça.

Entre as referências práticas para abordar o tema, estão os exemplos de julgamentos em que os condenados se tornaram personagens marcantes da história, alguns se constituíram como ídolos. Um dos primeiros casos de condenação acorreu alguns séculos antes de Cristo e resultou na morte de Sócrates. Outro exemplo impactante na história foi a sentença e crucificação de Jesus Cristo. Na idade média tivemos várias condenações exemplares e polêmicas, entre os quais, uma resultou em 1600, na morte de Giordano Bruno.

O Brasil vive um momento histórico em que a discussão sobre um julgamento gera divisão na sociedade. Sem entrar no mérito da quantidade de pessoas que se posicionam a favor ou contra a condenação da atual presidente do Brasil, o histórico deste julgamento está permeado de polêmicas e contradições, que ultrapassam as instituições julgadoras, atingem a sociedade brasileira e repercutem em vários países do mundo. É dever de todo cidadão consciente envolver-se neste debate, a partir de fatos concretos, identificar as razões que justificam determinadas condenações, apoiados nos aprendizados disponibilizados por interpretações do passado, vislumbrando um futuro com mais justiça.




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