Vou invadir uma escola!

Postado por: Dilerman Zanchet

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*Dilerman Zanchet – jornalista


Pelo direito à bagunça generalizada, herança maldita de quem acha que tudo pode e perpetuada pelo partido, ou, pelos partidos, que compunham o governo federal, destacando-se os sempre desmandos dos mais à esquerda, vou preparar um exército de seguidores, aloprados, alienados, abobados ou não, e passar a invadir escolas para reivindicar melhorias.

Ou melhor: Vamos invadir prédios públicos, tais quais os serviços que eu pretendo ver melhorados. Os exemplos eu extraio dos desmandos causados pela cartilha do “quanto pior, melhor”, que os jovens de nossas escolas estaduais estão utilizando, baseados nas verbas recebidas dos cofres públicos pela UNE, UNB, UJS outras entidades, que vivem à demanda dos cofres públicos.

Vamos invadir o Posto de Saúde, reivindicando vacina H1N1 para todos, independente de classe, idade, estado de saúde ou não. O governo que se vire para providenciar isso;

Vamos invadir o DAER e exigir que faça (e não terceirize como é a praxe) a duplicação da RST 324 e de outras tantas rodovias estaduais que estão esburacadas;

Vamos invadir e incentivar a “ocupação” dos aeroportos. Do Banrisul, do Banco do Brasil, da Caixa. Vamos ocupar e reivindicar mais dinheiro em nossas contas (vamos, pois estarei junto com meus seguidores);

Vamos invadir a adega do Palácio do Planalto, antes e depois da era Lula, para deliciarmo-nos com os uísques e vinhos importados que foram adquiridos com o dinheiro público, e sem termos sido convidados para os banquetes;

Vamos invadir o avião presidencial, exigindo voos para onde quisermos, com a capacidade ilimitada para a comitiva de seguidores, e com diárias pagas pela União.

E vamos.......... parar com esta palhaçada.

Só no Brasil que jovens, estudantes (muitos desocupados e com pouca ação paternal) invadem espaços públicos (as escolas são publicas, pagas e mantidas, bem ou mal, com o dinheiro público), para servirem de massa de manobra. Em uma escola, na quinta-feira, um professor, que está tirando o espaço de um educador de verdade, promovia palestra contra o governo do estado, mas elogiava Dilma e seus asseclas para um grupo de alunos. Dizia que a “era Dilma” foi a melhor para a educação brasileira”. Há foi sim. Foi tão boa que o programa “Pátria Educadora” não saiu do papel. Foi tão positiva que ela gastou mais em mídia, tentando mostrar o que não fez, do que em valores de financiamento para Fies, Pronatec e ProUni.

Me poupem os que acreditam que a greve não é política.

E imploro aos professores de matemática, para que me ensinem que eu posso ganhar só quinhentos reais mensais, mas gastar um mil e ainda sobrar dinheiro.

Não vale me apresentar uma vara de condão. Ela seria requisitada pelos atuais governantes.


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