Igualdade

Postado por: Neuro Zambam

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A organização social, desde as primeiras formas de organização que se tem noticia, até as complexas relações que presenciamos na atualidade, envolvem o dilema de equalizar as relações internas, especificamente, o dilema das desigualdades. As ciências jurídicas, nesta mesma dinâmica, quando levadas a sério pelos profissionais, demandantes e pensadores, busca a igualdade entre as partes. Sabe-se, entretanto, que na origem inexiste qualquer possibilidade de fomentar ou obrigar uma linha aritmética entre duas pessoas, duas instituições ou dois profissionais.

O início e o final marcados por contradições não pode estruturar no seu final algo que não seja a sua continuidade. A solução para esse dilema existe? Qual a fórmula?

Esse tema no remete ao dilema do ideal e o real. Do sonho à realidade. Da perfeição à normalidade. Assim, poderíamos continuar incessantemente.

Essa reflexão está inserida na preocupação de educar as futuras gerações para a democracia, onde a construção da justiça e do bem comum é o compromisso de todos. A consequência é a convicção de que sem condições de igualdade não se pode falar, afirmar ou propor qualquer solução razoável para o futuro. Essa temática é atual porque as desigualdades aumentam no mundo e, por qualquer descuido, podem voltar a assombrar o Brasil. O aumento do desemprego deveria ser desesperador para nossos líderes e com essa linguagem se comunicarem com a população. Antes, parecem estar preocupados com as fórmulas técnicas e debates incompreensíveis.

A crise pela qual passa a democracia brasileira demanda uma luta sem cessar em vista da educação para ela, a qual inclui prioritariamente a igualdade. As políticas sociais deveriam fomentar essa dinâmica e de forma ascendente e constante reverter esse ordenamento perverso e perturbador.

O drama das desigualdades está presente especialmente nesse dilema, quanto maiores as desigualdades maiores as injustiças. O contrário disso seria a proximidade da justiça. Um dos mais brilhantes pensadores da época moderna nos deu uma lição, orientação e solução espetaculares para esse momento de educação e cultura aviltadas. Observemos,

Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém” (Rousseau).








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