A oportunidade do transporte ferroviário

Postado por: Juliano Roso

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Com desenvolvimento baseado nas estradas, o Brasil precisa reforçar o investimento em alternativas de transporte de mercadorias para diminuir os custos de produção e melhorar a sua competitividade no mundo. Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta que o transporte feito por caminhões é seis vezes mais caro do que o realizado em trens. Apesar disso faltam políticas claras de incentivo ao setor. O Rio Grande do Sul tem uma malha de 3,2 mil quilômetros de ferrovias, sendo que 1,2 mil estão desativados. A atual empresa exploradora, que tem a concessão até 2027, paralisou linhas e deixou de atender regiões produtivas, o que reflete na logística do transporte de grãos – principal item na pauta de cargas do Estado.

Reordenar esse cenário é urgente, já que o Rio Grande tem no modal ferroviário apenas de 9% do total de cargas movimentadas. Esse índice é menor ainda se comparado ao total do Brasil onde a fatia da ferrovia no transporte de mercadorias chega a 24%, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Um alento que beneficia a região é a Ferrovia Norte Sul. Com investimento de R$ 8,7 bilhões, somente no trecho de 830 quilômetros entre Chapecó e Rio Grande, deverá cruzar o Norte e Noroeste gaúchos - em cidades como Frederico Westphalen e Cruz Alta – e modernizar o escoamento de grãos da região. Por isso se faz necessário repensar a modernização do trecho Passo Fundo-Cruz Alta para aproveitar esse investimento e reforçar o papel logístico de Passo Fundo para todo o Sul do país. 

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