Eu era migrante e me acolheste

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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No dia 25 de junho recorda-se no Brasil o Dia Nacional do Imigrante. Em sintonia com esta data a Igreja Católica no Brasil celebra a Semana do Migrante, iniciando no dia 12 de junho até 19 de junho. O termo migração refere-se à mobilidade espacial da população. Migrar é trocar de país, de Estado, região ou até de domicílio. Esse processo ocorre desde o início da história da humanidade. O ato de migrar faz do indivíduo um emigrante ou imigrante. Emigrante é a pessoa que deixa (sai) um lugar de origem com destino a outro lugar. O imigrante é o indivíduo que chega (entra) em um determinado lugar para nele viver.

Os fluxos migratórios podem ser desencadeados por diversos fatores. Dentre os principais fatores que impulsionam as migrações podem ser citados os econômicos, políticos e culturais. Se for considerada a forma como se deu a migração, tem-se: Migração espontânea: quando o sujeito planeja, espontaneamente, migrar do seu lugar de origem para outra região, seja por motivo econômico, político, estudos. Migração forçada: quando o indivíduo se vê obrigado a migrar de seu lugar de origem por causa de catástrofes naturais, econômicas, conflitos, guerras, perseguições políticas ou religiosas.

Quando uma pessoa sai do seu local de origem, seja de um município para outro, já são necessárias várias adaptações. Quando a migração é de um país para outro a pessoa é forçada a modificar muitas coisas: novo círculo de relacionamento e amizades, aprender a língua local, procurar trabalho, mudar a alimentação, conviver e aprender novos costumes, etc. Quem acolhe um migrante também necessita fazer as suas mudanças, pois está diante de uma pessoa desconhecida, de outra língua, outra religião, outros costumes, etc. Por isso que o tema da migração é sensível e, de certo modo, difícil para os dois lados.

Vivemos com a realidade das migrações que não pode ser ignorada. É uma oportunidade para estudar o fenômeno migratório e compreender as motivações dos imigrantes. É uma oportunidade para refletir como os imigrantes são tratados, se os direitos são respeitados, quais os deveres que os migrantes têm, se têm espaço para se integrarem na sociedade. Também é um espaço de enriquecimento mútuo. Quem vem traz consigo uma história de vida, de luta e de busca que pode enriquecer o local onde foi residir.

Desde 1912 a Igreja tem a Pastoral dos Migrantes. O Papa Francisco emitiu a 102ª mensagem por ocasião do Dia Mundial das Migrações. Também existem, na sociedade civil várias organizações preocupadas com os imigrantes. Nesta semana a Arquidiocese de Passo Fundo, através da Pastoral dos Migrantes, oferece a seguinte programação: 12/06 – 9h Celebração Eucarística de Abertura, na Catedral; 15/06 – 14h às 16h - Encontro de Formação sobre a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Migrações 2016, no salão da Catedral; 18/06, 14h às 17h - Mesa de diálogo intercultural, no colégio Bom Conselho, com a participação do Professor João Carlos Tedesco; 19/06 das 15h às 17h: Piquenique Intercultural, na Praça Santa Terezinha, em Passo Fundo.

“O cultivo de bons contatos pessoais e a capacidade de superar preconceitos e medos são ingredientes essenciais para se promover a cultura do encontro, onde cada um esteja disposto não só a dar, mas também a receber dos outros”. (Papa Francisco)


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